Pezzolano diz que Inter não terá grandes mudanças no 2º semestre
Pezzolano: Inter não terá grandes mudanças no 2º semestre

O técnico do Internacional, Paulo Pezzolano, concedeu entrevista exclusiva ao ge e à RBS TV no CT Parque Gigante e deixou claro que a torcida não deve esperar uma revolução tática no segundo semestre. Após 30 dias de intertemporada, o uruguaio de 43 anos prega evolução, mas mantém o foco no mesmo objetivo desde o início do ano: fazer um Campeonato Brasileiro seguro, sem brigar contra o rebaixamento até a última rodada, como ocorreu em 2023.

Mudanças pontuais, não estruturais

Pezzolano afirmou que o time pode apresentar variações de acordo com o contexto de cada partida. “Algum detalhe diferente vai ter. Às vezes, vai ser um jogo mais lindo, mais propositivo, mais ofensivo, mais vertical, mais intenso. Em outro momento, vai ser um jogo em que precisamos de resultados. Temos que ser inteligentes e estar por cima do que eu quero e gosto como treinador. Hoje o Inter precisa de resultados, então vamos procurar isso de diferentes maneiras”, explicou.

O treinador destacou que a preparação física foi priorizada durante a pausa, mas sem descuidar dos aspectos táticos. “O físico é o mais importante quando você retorna depois dessa quantidade de semanas livres, mas nós sempre estamos trabalhando dentro do campo: o defensivo, o ofensivo, os diferentes momentos do jogo”, disse.

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Adaptação e criatividade no elenco

Com as saídas de Borré e Bruno Tabata durante a pausa da Copa do Mundo, o Inter contratou dois reforços e pode buscar mais peças. Pezzolano destacou a necessidade de ser criativo na utilização do elenco. “Temos que ver as peças que nós temos, os momentos diferentes que podem acontecer em um campeonato e as características. Quem pode fazer de lateral, por exemplo, Bernabei, de lateral, de extremo. Mas se faz de lateral, precisa de ajuda. Isso nós estamos trabalhando”, afirmou.

Sobre a posição de centroavante, o técnico reconheceu a necessidade de gols e comentou as opções atuais. “Hoje, o que todo treinador quer de um centroavante é que faça gols. Dentro da área, quando tem a oportunidade, que converta. Hoje temos o Alerrandro, que quando estava no Vitória demonstrou que sabe fazer gol. Aqui, em alguns jogos, demonstrou que nós precisamos exprimir mais dele porque ele tem para dar. Ele vem trabalhando muito bem e eu acho que vai fazer mais gols”, disse.

Jovens da base e Alan Patrick

Pezzolano indicou que os jovens da base podem ter mais oportunidades no segundo semestre. “Temos João Bezerra, Fabrício Prado, João Víctor, Luiz Felipe, João Kempes, Pedro Kauã e Benjamim. Gabriel Paulista é outro menino que participa muito dos treinos conosco. A gente tem que ter paciência com eles, mas eu estou contando muito com eles”, afirmou.

Sobre Alan Patrick, o técnico foi enfático: “Precisamos dele. Eu sempre falei que nós temos um grande jogador, que é o Alan Patrick. Tentamos tirar o melhor dele. Estamos também procurando outra posição para ele, mas sabemos o que ele pode dar.”

Recuperação de Rochet e futuro na seleção uruguaia

O goleiro Rochet, que voltou da Copa do Mundo com um problema nas costas, está em processo de recuperação. “Ele já está participando do treino no campo, vai subindo a carga devagar. Não sabemos ainda quando volta. Não sei se vai estar contra o Athletico Paranaense já. O mais importante com ele é que chegue ao 100% quando chegar”, explicou Pezzolano.

Questionado sobre a especulação em torno de seu nome para assumir a seleção uruguaia após Marcelo Bielsa, o técnico foi cauteloso. “O Uruguai vai decidir no próximo ano. Eu fico orgulhoso que esteja meu nome sempre em cima da mesa. É um orgulho, porque sua seleção é sua vida também. Mas você não sabe quando. Não sei se eu quero hoje, se estou preparado para hoje, para amanhã, para o ano próximo. O meu foco é o Inter, sempre o mostrei aqui internamente”, afirmou.

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Reencontro com o Cruzeiro e realidade do Inter

Na quarta-feira, Pezzolano reencontra o Cruzeiro, clube que comandou no Brasil pela primeira vez. Ele comparou os momentos: “Quando cheguei ao Cruzeiro, o clube vivia um momento muito difícil. O Cruzeiro voltou ao lugar onde merece estar, que é a Série A. O Inter vive uma realidade diferente. É um momento complicado, mas não como o do Cruzeiro naquela época. Aqui existe uma exigência muito grande por títulos, por disputar Libertadores, por brigar por coisas importantes. O Inter merece isso. Mas também precisamos entender a realidade de hoje. Nossa prioridade é garantir a permanência na Série A o mais rápido possível para dar tranquilidade ao torcedor depois da dor do ano passado.”

Pezzolano concluiu pedindo apoio da torcida: “Vamos passar por momentos difíceis e vamos precisar do apoio da torcida. O torcedor precisa acreditar em algo. Às vezes, o resultado não vem, mas ele precisa sair do estádio com a sensação de que o caminho está correto.”