O clima quente após a derrota da Argentina para a Espanha na final da Copa do Mundo, neste domingo, em Nova Jersey, não se limitou à confusão generalizada iniciada pelo desentendimento entre Paredes e Gavi. Pouco depois do apito final, o zagueiro argentino Otamendi também discutiu com o espanhol Rodri.
Discussão acalorada entre Otamendi e Rodri
A transmissão flagrou o meia se dirigindo ao defensor após o apito final, mas levando uma bronca do adversário, que estava irritado. — Comece a falar menos, idiota. Vocês ficaram chorando a semana toda. Você e o Laporte, os dois. Isso não é legal. Vocês ficaram reclamando da arbitragem — esbravejou Otamendi.
O jogador espanhol reagiu com surpresa à cobrança do argentino, afirmou ter respeito por ele e questionou o motivo de sua irritação. — Laporte. Você não viu o que ele disse essa semana? — respondeu Otamendi, antes de Rodri ser retirado da discussão por seus companheiros.
O que Laporte e Rodri disseram
Otamendi se referia a uma entrevista dada pelo zagueiro Laporte ao jornal Marca dias antes da final. Ele fez um apelo para o árbitro esloveno Slavko Vincic controlar a intensidade da decisão, algo que, segundo o jogador, outros juízes não fizeram em jogos da Argentina nesta Copa.
— Não me preocupo nem um pouco com a agressividade no futebol. Se for tolerável e o árbitro fizer o seu trabalho, não tenho problema nenhum. É verdade que em jogos recentes vimos coisas que nos surpreenderam bastante, ações que deixaram passar. Principalmente com a Argentina, uma equipe que deixa muitos recados — declarou Laporte.
A fala não repercutiu bem na Argentina e foi duramente rebatida por Aguero, ex-companheiro de Laporte no Manchester City, que acusou o defensor de "amarelar".
No caso de Rodri, a crítica à arbitragem da Copa aconteceu logo após a classificação sobre a França, na semifinal. O camisa 16 reclamou da postura dos árbitros, principalmente em relação a Lamine Yamal.
— Há três jogos convivemos com essa situação. Estamos falando de mais de 10 ou 15 faltas que não são marcadas. Se você não apita, os defensores continuam fazendo a mesma coisa. A permissividade é evidente — disse o meia ao jornal As.



