Em toda coletiva de imprensa da seleção brasileira, em algum momento é possível ouvir o bordão 'o Paraná te abraça'. O dono da frase é o jornalista Osires Nadal, paranaense referência na cobertura da seleção. Aos 81 anos, ele está na cobertura da sua 13ª Copa do Mundo e vai acompanhar a final entre Espanha e Argentina, neste domingo, no MetLife Stadium.
Origem do bordão
Nascido em Ponta Grossa, o bordão foi uma forma que Osires encontrou para levar o Paraná pelo mundo. O jornalista conta que o momento já virou tradição em entrevistas com jogadores e também com o técnico Carlo Ancelotti. 'Ficou um jargão que tornou-se uma realidade surpreendente para mim e marca muito a presença do nosso estado. Às vezes eu tenho até vontade de chorar, porque eu não esperava isso. Eu fico muito feliz pela minha terra, pela minha gente', disse.
Romper barreiras com Ancelotti
Com o técnico italiano, o jargão virou uma forma de romper as barreiras da língua. No ano passado, durante os últimos jogos das Eliminatórias da Copa do Mundo, Osires entregou uma camisa do Operário-PR para Ancelotti. 'São 54 anos, minha 13ª Copa. Eu fico feliz porque estou aqui representando o Paraná, falo sempre 'o Paraná te abraça' e quando eu não falo nas entrevistas coletivas, a assessoria me cobra', brincou o jornalista.
Trajetória nas Copas
Osires Nadal acompanha a Seleção Brasileira desde a Copa do Mundo de 1970, e só não esteve nos Mundiais de 1974 e 1978, por conta do nascimento dos filhos. Com o tempo, ele se tornou um dos grandes nomes do jornalismo esportivo. 'Eu fico muito satisfeito e hoje eu posso ter orgulho de dizer que eu sou uma referência em termos de notícias da seleção brasileira'.
Momento icônico em 1970
Em 1970, na conquista do tri pela Seleção Brasileira, Osires colocou a bandeira de Ponta Grossa no tipo, junto com Pelé. Na foto icônica que marca a conquista, a bandeira do estado paranaense aparece logo ao fundo do Rei.
Homenagem no Catar
Na Copa do Mundo de 2022, no Catar, Osires recebeu uma homenagem da Fifa e da Associação Internacional de Jornalistas e ganhou uma réplica da taça do Mundial. A premiação foi dada a jornalistas do mundo todo que cobriram presencialmente mais de oito Copas. Apenas 11 profissionais brasileiros entraram na seleta lista.



