A Noruega deu 681 passes no confronto de oitavas de final que levou à eliminação do Brasil da Copa do Mundo no último domingo (5). O número é superior à quantidade de toques trocados pela seleção europeia nas partidas contra Moldávia e Estônia durante a fase de grupos das Eliminatórias Europeias.
Estratégia de Ancelotti e domínio norueguês
Em uma partida na qual o técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, optou por deixar os noruegueses com a bola, o time dirigido por Ståle Solbakken teve um aproveitamento de aproximadamente 91% nos passes. A superioridade numérica nos passes refletiu a postura defensiva do Brasil, que cedeu o controle do meio-campo.
Comparação com jogos anteriores
Na primeira partida contra a Estônia, vencida pela Noruega por 4 a 1, foram 661 passes trocados — sendo 601 certos, enquanto no segundo jogo foram 587 passes trocados. Já na partida contra a Moldávia, uma goleada norueguesa de 11 a 1, a equipe trocou bola 654 vezes, sendo 594 delas corretas. No segundo confronto, o time escandinavo chegou a 622 passes.
Recorde negativo do Brasil
De acordo com a plataforma Opta, a eliminação precoce do Brasil marcou o jogo com menor posse de bola da seleção nacional em Copas do Mundo desde que se tem registro, em 1966. A Seleção teve o controle durante 35% da partida e nunca havia ficado abaixo de 40%.



