O candidato de esquerda Roberto Sánchez reconheceu, nesta segunda-feira (6), a vitória da direitista Keiko Fujimori nas eleições presidenciais do Peru. Em comunicado conjunto, os partidos Ahora Nación, Partido Cívico Obras e Juntos por el Perú, com a assinatura de Sánchez, afirmaram que “a democracia exige respeito às instituições, mas também exige a defesa da verdade”, e reconheceram a proclamação oficial do resultado pelo Júri Nacional de Eleições (JNE).
Resultado oficial e contestação
Na última sexta-feira (3), a autoridade eleitoral peruana proclamou Fujimori como presidente eleita, com 50,135% dos votos (9.223.396 votos), contra 49,865% de Sánchez (9.173.755 votos), segundo o Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE). Sánchez, que nas semanas anteriores ameaçou contestar o resultado e recorreu à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), afirmou que o reconhecimento “não implica renunciar ao direito de apontar e denunciar as irregularidades ocorridas durante o processo eleitoral”, que, segundo ele, foram de conhecimento público.
Transição e posse
Fujimori receberá suas credenciais em 15 de julho e assumirá a presidência em 28 de julho, sucedendo o presidente interino José María Balcázar. Seu mandato se estenderá até 2031. “Recebo com profunda gratidão a confiança que milhões de peruanos depositaram em mim. Começa uma nova etapa. Assumimos essa responsabilidade com humildade e um profundo senso de dever”, escreveu a presidente eleita no X após a proclamação.
Contexto político instável
O Peru teve oito presidentes diferentes desde 2016, vários deles destituídos pelo Congresso ou renunciaram antes de sofrer o mesmo destino. A eleição de Fujimori marca mais um capítulo na turbulenta política peruana.



