Noruega critica Fifa por falta de regras sobre treinos em calor extremo
Noruega critica Fifa por falta de regras sobre calor extremo

O treinador da seleção da Noruega, Stale Solbakken, quebrou o protocolo da Fifa ao criticar abertamente a ausência de regras específicas para treinos em condições de calor extremo, durante a preparação para o jogo contra o Brasil na Copa do Mundo de 2026. Em entrevista coletiva, Solbakken expressou preocupação com a saúde dos atletas e destacou as medidas improvisadas que sua equipe teve que adotar para lidar com as altas temperaturas.

Treinador denuncia falta de proteção aos jogadores

Solbakken afirmou que a equipe norueguesa utilizou coletes de gelo e sistemas de irrigação nos treinos para tentar minimizar os riscos. "É irresponsável que não haja limites claros de temperatura para a realização de treinos e jogos", declarou o treinador, quebrando o protocolo habitual de não criticar a entidade máxima do futebol. Ele ainda ressaltou que a situação poderia ter sido evitada se a Fifa tivesse ouvido as recomendações médicas.

Médico da seleção reforça críticas

O médico da seleção norueguesa, Ola Sand, reforçou as críticas de Solbakken, classificando a postura da Fifa como "irresponsável". Segundo Sand, a entidade ignorou as preocupações levantadas sobre os limites de temperatura para a prática esportiva. "A saúde dos jogadores está em risco. Precisamos de regras claras e punições para quem as descumprir", afirmou o médico, citando estudos que mostram que o calor extremo pode levar a complicações graves, como insolação e desidratação severa.

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Impacto no desempenho e na saúde dos atletas

As condições climáticas adversas não apenas colocam em risco a saúde dos jogadores, mas também afetam o desempenho em campo. Especialistas apontam que a temperatura elevada reduz a capacidade de concentração e aumenta a fadiga muscular. A Noruega, que enfrentará o Brasil em uma partida decisiva, teve que adaptar seus horários de treino para evitar os picos de calor, mas Solbakken argumenta que isso não é suficiente. "Não podemos competir em igualdade de condições se não houver regras que protejam todos os atletas", completou.

Reação da Fifa e próximos passos

Até o momento, a Fifa não se pronunciou oficialmente sobre as críticas. No entanto, a pressão aumenta para que a entidade estabeleça diretrizes claras para treinos e jogos em condições de calor extremo, especialmente em países como o Brasil, onde as temperaturas podem ultrapassar os 40°C. A polêmica reacende o debate sobre a necessidade de protocolos de segurança mais rigorosos em competições internacionais.

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