Lionel Messi está de volta ao MetLife Stadium, palco de um dos momentos mais emblemáticos de sua carreira. Há exatos dez anos, após perder a final da Copa América para o Chile, o craque anunciou sua aposentadoria da seleção argentina naquele mesmo estádio. Agora, em 18 de julho de 2026, ele tem a chance de reescrever sua história ao liderar a Argentina na final da Copa do Mundo contra a Espanha, buscando o bicampeonato mundial.
O reencontro com o passado
Em 2016, Messi, então com 29 anos, viveu a dor de mais um vice-campeonato com a albiceleste. Na ocasião, após a derrota nos pênaltis para o Chile, ele declarou: "Acabou para mim na seleção. Foram quatro finais perdidas, não é para mim". As palavras ecoaram no MetLife Stadium, em Nova Jersey, e pareciam selar o fim de uma era. No entanto, a aposentadoria durou apenas algumas semanas. Após conversas com familiares, amigos e o então técnico Edgardo Bauza, Messi voltou atrás e retornou à seleção.
Desde então, sua trajetória foi de glórias. Em 2021, conquistou a Copa América, quebrando um jejum de 28 anos sem títulos da Argentina. Em 2022, veio o título da Copa do Mundo no Catar, com atuação histórica na final contra a França. Agora, em 2026, Messi, aos 39 anos, está a um passo de conquistar seu segundo Mundial consecutivo, feito inédito na era moderna.
O palco da redenção
O MetLife Stadium, com capacidade para 82.500 espectadores, será novamente o cenário de um capítulo decisivo na carreira de Messi. Desta vez, porém, o clima é de expectativa positiva. "Voltar a este estádio me traz muitas lembranças, mas agora estou focado em escrever uma nova história", disse Messi em entrevista coletiva na véspera da final. O adversário será a Espanha, atual campeã da Liga das Nações e dona de um futebol envolvente.
A Argentina chega à final após uma campanha sólida, com cinco vitórias e um empate na fase de grupos, além de vitórias sobre Austrália nas oitavas, Japão nas quartas e Brasil na semifinal. Messi marcou quatro gols na competição até agora, incluindo um na semifinal contra os rivais sul-americanos.
O legado em jogo
Para Messi, esta final representa muito mais que um título. É a chance de apagar de vez os fantasmas de 2016 e consolidar seu legado como o maior jogador de todos os tempos. "Sei que muitos pensavam que eu não voltaria a jogar uma final aqui. Mas o futebol me deu essa oportunidade, e vou dar tudo para sair vitorioso", afirmou.
Segundo dados da FIFA, a final de 2026 deve bater recordes de audiência global, com expectativa de mais de 1,5 bilhão de espectadores. A partida está marcada para as 16h (horário de Brasília) e será transmitida para mais de 200 países.
"Messi é um exemplo de resiliência. Ele transformou uma derrota em motivação e agora pode coroar sua carreira com mais um título mundial", comentou o técnico Lionel Scaloni. A Argentina busca o tricampeonato mundial, após os títulos de 1978, 1986 e 2022, enquanto a Espanha tenta o bicampeonato, depois de vencer em 2010.



