Messi chora após vice na Copa do Mundo de 2026
Messi chora após vice na Copa do Mundo de 2026

Assim que o árbitro Slavko Vincic apitou o fim da partida, Lionel Messi parou onde estava, perto da área da Espanha, colocou as mãos na cintura e quase não reagiu mais. Enquanto uma confusão se formava no meio de campo, o camisa 10 permaneceu ali cercado por uma câmera até que Baena, um rival, fosse cumprimentá-lo.

Messi lamenta segunda derrota em final de Copa

Em sua terceira final de Copa do Mundo com a Argentina, Messi lamentava uma segunda derrota – que assim como em 2014, contra a Alemanha, foi decidida por um único gol, na prorrogação. O sonho de repetir a conquista do Catar, quatro anos atrás, não se realizará. Um dos maiores jogadores da história não deve ter uma nova chance de ser campeão do mundo outra vez, a menos que não se canse de quebrar recordes e vá para seu sétimo Mundial, em 2030, aos 43 anos.

A lenda de Messi não será afetada, porém. Aos 39 anos, o argentino se despede das Copas depois de seis torneios disputados, uma taça, a idolatria de um país que por vezes o rejeitou. Mas foi um fim amargo.

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Domínio espanhol e atuação frustrante de Messi

Messi fez grandes jogos nos Estados Unidos, liderou uma seleção que chegou à decisão com partidas épicas – nem sempre por causa de atuações brilhantes. Mas no estádio de Nova York/Nova Jersey foi para o vestiário sem o título, sem a artilharia da Copa (10 a oito para Mbappé) e superado pelo francês também como goleador histórico do torneio, 22 a 20.

A partida derradeira foi frustrante. A Argentina foi amplamente dominada pela Espanha, ainda que tenha sobrevivido por 106 minutos, quando Ferran Torres finalmente vazou Dibu Martínez. Até então, a seleção sul-americana não tinha finalizado. Nenhum chute a gol numa final de Copa do Mundo. Messi nada fez nas poucas vezes em que foi acionado. No primeiro tempo, o craque deu apenas três toques na bola. Segundo estatísticas, Lionel Messi registrou apenas um toque nos primeiros 15 minutos desta final – o apito inicial.

Quando Enzo Fernández foi expulso no fim do segundo tempo, os argentinos se defendiam com oito jogadores de linha. Estava claro que dificilmente suportariam. Em 120 minutos, Messi teve uma finalização bloqueada e completou 27 passes para a Argentina.

Choro na premiação e reconhecimento dos rivais

Atrás no placar, com pouco mais de 10 minutos a jogar, a Argentina – e Messi – fizeram o que podiam. E puderam pouco. A Espanha, campeã, termina a Copa invicta e tendo sofrido um único gol em oito partidas – era preciso muito mais do que a raça e o coração que os argentinos tinham demonstrado em outros momentos de dificuldade na competição.

Messi foi o primeiro a subir no palco, depois do jogo, para receber a medalha de vice-campeão. Foi aplaudido pelos rivais, pelo estádio. E chorou ao encarar a torcida argentina atrás de um dos gols. Lendas são reverenciadas nas vitórias – e ele teve muitas –, mas também são reconhecidas nas derrotas.

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