A derrota por 2 a 0 para o Athletico-PR, no último sábado, na Arena da Baixada, escancarou a realidade do Internacional no Campeonato Brasileiro de 2026. Com 21 pontos, o Colorado ocupa a 17ª colocação, agora na zona de rebaixamento, após ser ultrapassado pelo Grêmio. A situação fez a diretoria adotar um discurso de urgência e realismo, assumindo que a briga imediata é contra a degola.
Discurso direto da direção
Diferentemente de momentos anteriores, quando a possibilidade de rebaixamento era tratada como algo distante, agora a manifestação oficial foi clara. O vice-presidente Victor Grunberg, em entrevista após a partida, não escondeu a gravidade do momento. "É muito desagradável, mas essa é a realidade. Esse tem que ser o nosso primeiro objetivo (se afastar do Z-4). Estamos em uma sequência de quatro derrotas que é muito ruim, duas agora nesse retorno da parada da Copa do Mundo", afirmou.
Grunberg destacou que a equipe não pode mais pensar em competições internacionais ou classificação para Libertadores enquanto não se livrar da ameaça. "O primeiro objetivo é a gente se livrar dessa angústia desse momento, construir os pontos, se distanciar um pouco desse grupo. Tem muitos clubes com a mesma pontuação ali", completou. O dirigente também mostrou compreensão com a possível ausência da torcida no próximo jogo contra o Flamengo, no Beira-Rio, marcado para quarta-feira, às 19h30.
Números da crise
Com a derrota, o Inter estacionou nos 21 pontos, os mesmos de Vasco e Remo, que abrem a zona de rebaixamento. Mirassol (20) e Chapecoense (10) completam o Z-4. O Athletico-PR, por outro lado, voltou da Série B neste ano e ocupa o terceiro lugar, com 36 pontos, 15 a mais que os gaúchos. A diferença ilustra o abismo entre as realidades: enquanto o Furacão briga pelo título, o Inter luta para não cair.
O time de Paulo Pezzolano sofreu quatro derrotas consecutivas — duas após a pausa para a Copa do Mundo. O desempenho em campo tem sido criticado, e o auxiliar técnico já pediu desculpas públicas ao zagueiro Félix Torres por uma substituição após um erro individual. A pressão aumenta para o clássico contra o Flamengo, seguido por Palmeiras, primeiro e segundo colocados, respectivamente.
Reação da torcida e próximos passos
Grunberg fez questão de ser honesto com os torcedores. "Eu entendo a frustração, me somo a isso e respeito muito o que o torcedor está sentindo, mas a realidade é essa. O grupo de atletas está muito comprometido e nós temos que enfrentar esse desafio", declarou. O dirigente chegou a dizer que compreenderia se a torcida não comparecesse ao Beira-Rio para o confronto com o Flamengo.
A missão imediata é somar pontos para se distanciar da zona de rebaixamento, sem metas ambiciosas por enquanto. "Não posso ficar falando de classificação internacional agora. Nossa realidade interna é outra", reforçou Grunberg. O Inter precisa urgentemente de uma reação para não ver o fantasma da Série B se tornar realidade.



