Maratona aérea de Infantino na Copa do Mundo 2026
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, percorreu impressionantes 95 mil quilômetros de avião durante a Copa do Mundo de 2026, quantidade equivalente a duas voltas e meia ao redor da Terra, de acordo com levantamento da agência de notícias Associated Press (AP). A maratona aérea incluiu visitas a todos os 16 estádios do torneio, onde assistiu a 43 jogos.
Contraste com metas ambientais
A viagem de Infantino contrasta fortemente com as metas ambientais da Fifa, que visam reduzir as emissões de carbono. Segundo a AP, as emissões de carbono relacionadas aos deslocamentos do presidente da entidade dobraram em relação à Copa do Mundo anterior. Infantino acumulou mais de 100 horas de voo, o que gerou críticas de ambientalistas e questionamentos sobre o compromisso da Fifa com a sustentabilidade.
"A Fifa tem se posicionado como defensora do meio ambiente, mas as ações de seu presidente contradizem esse discurso", afirmou um porta-voz do Observatório do Clima, citado pela reportagem. A entidade, no entanto, não comentou oficialmente os números divulgados pela AP.
Impacto e críticas
Especialistas apontam que a quantidade de voos de Infantino poderia ter sido reduzida com o uso de videoconferências ou com uma agenda mais concentrada. A Copa de 2026 foi sediada por três países (Estados Unidos, Canadá e México), o que exigiu deslocamentos entre diferentes cidades-sede. Ainda assim, críticos argumentam que a logística poderia ter sido planejada de forma mais eficiente para minimizar a pegada de carbono.
O caso reacende o debate sobre a responsabilidade ambiental de grandes eventos esportivos e de suas lideranças. A Fifa, que anunciou metas de neutralidade de carbono para 2030, agora enfrenta pressão para demonstrar coerência entre discurso e prática.



