Idosas misturam remada viking e dança créu para torcer pelo Brasil na Copa
Idosas misturam remada viking e dança créu na torcida pelo Brasil

A mais de dez mil quilômetros da Noruega, a Baixada Santista, no litoral de São Paulo, vive um clima de fusão cultural às vésperas do confronto entre Brasil e Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), as duas seleções se enfrentam em busca da classificação. Enquanto isso, torcedores locais – de idosas que misturam remada viking com funk carioca a um norueguês apaixonado pelo Santos – mostram que a distância geográfica não diminui a paixão pelo futebol.

Norueguês 'mais santista do mundo' vive dilema

André Østgaard, norueguês de 33 anos, é torcedor fanático do Santos Futebol Clube – a ponto de tatuar o escudo do time na perna. Apaixonado pelo futebol ofensivo de Neymar desde a campanha do título da Libertadores, ele se vê dividido entre torcer pelo país natal e pelo ídolo brasileiro. Østgaard já morou um ano em Santos e considera o encontro com o craque um dos momentos mais importantes da vida. "Quero muito que a Noruega vença, mas sou muito fã dele. Devo tudo ao Neymar e sei que ele merece ganhar uma Copa. Esse é o grande problema. Escolher entre Brasil e Noruega é fácil, porque o Brasil já tem cinco Copas e a Noruega não participa desde 1998. A questão é o Neymar", afirmou.

Idosas misturam remada viking e dança do créu

Um grupo de mulheres com idades entre 57 e 90 anos reproduziu a remada viking, gesto que se tornou símbolo da torcida norueguesa, mas surpreendeu ao encerrar a apresentação com a "Dança do Créu", funk carioca. O vídeo foi gravado durante uma aula de ritbox da Associação da Terceira Idade Viver Bem de Itanhaém (SP). "Depois da remada, entrou a parte da diversão, que foi com a 'créu', fazendo alusão a que a Noruega dançou", explicou Marcia Gomes Cavalcante, coordenadora do projeto. A remada viking surgiu como forma de engajar a torcida norueguesa, que não participava de uma Copa desde 1998. Torcedores e atletas fazem o gesto de remo em sincronia enquanto entoam "Ro!" (remar, em norueguês).

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Casal brasileiro-norueguês acompanha a partida em Santos

A brasileira Ana Beatriz Torres Soares e o norueguês Joran Tvedt se conheceram pelas redes sociais, se casaram e têm uma filha de seis meses, Luiza. O casal mora na Noruega, mas está de férias em Santos para assistir ao jogo. Ana aposta em 2 a 1 para o Brasil; Joran prevê 3 a 2 para a Noruega. "Vai ser complicado. Eu estou tensa só de pensar porque eu vou estar assistindo, eu vou estar torcendo para o Brasil. Quero que o Brasil ganhe, não tem jeito, mas eu vou ficar muito triste de ver a Noruega perdendo porque vai perder", brincou Ana em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo.

Norueguês aposta em goleada brasileira

Frits Helge Jenssen, norueguês de 76 anos, chegou ao Brasil em 1988 para trabalhar e fixou residência na Baixada Santista. Apesar de acompanhar a seleção norueguesa, seu palpite para o jogo é otimista: 4 a 1 para o Brasil. A Seleção Brasileira nunca venceu a Noruega, mas Frits minimiza o retrospecto. "Eles jogam bem, mas não são tão bons quanto os brasileiros. É um futebol diferente. É difícil dizer, mas eu acho que o Brasil ganha", disse durante o programa Papo Tribuna.

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