Gol de Martinelli com camisa 22 gera polarização política na web
Gol de Martinelli com camisa 22 gera debate político

O gol de Gabriel Martinelli na vitória do Brasil sobre o Japão por 1 a 0, nesta segunda-feira (30), pela Copa do Mundo de 2026, gerou uma onda de comentários políticos nas redes sociais. O atacante marcou vestindo a camisa 22, número que remete ao Partido Liberal (PL), sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro. Políticos como Eduardo Bolsonaro, Nikolas Ferreira e Carlos Jordy aproveitaram a coincidência para fazer publicações associando o feito ao partido.

Associação entre número da camisa e partido político

Eduardo Bolsonaro, deputado federal, escreveu em suas redes: "22 é o número do Brasil que venceu hoje! PL na veia!". Nikolas Ferreira, também deputado, postou um vídeo de Martinelli comemorando e escreveu: "A camisa 22 do Brasil é a camisa da vitória. Brasil acima de tudo!". Carlos Jordy, outro deputado bolsonarista, compartilhou a imagem do jogador com a frase: "22 é o número da direita, e hoje foi o número do Brasil".

As publicações geraram reações imediatas de apoiadores e críticos. Enquanto alguns comemoraram a associação, outros apontaram que o número 22 é apenas uma coincidência e criticaram a politização do esporte. Um usuário comentou: "Deixem o futebol fora da política. Martinelli é um grande jogador, independente do número da camisa".

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Contexto da partida e outros números

O jogo, válido pelas oitavas de final, foi decidido no segundo tempo, com gol de Martinelli aos 23 minutos. O Brasil dominou a partida, mas encontrou dificuldades contra a defesa japonesa. O técnico Tite elogiou a atuação do time e destacou a importância da classificação. "Foi um jogo difícil, mas conseguimos o resultado. Agora é pensar nas quartas de final", disse em entrevista coletiva.

Vale notar que o camisa 13, Danilo, também esteve em campo e, segundo alguns internautas, o número 13 é associado ao PT, partido do presidente Lula. No entanto, Danilo não marcou gols, e a associação não teve a mesma repercussão. A coincidência dos números gerou debates sobre a polarização política no Brasil, que frequentemente se reflete até mesmo em eventos esportivos.

Especialistas em comportamento digital apontam que a politização do esporte é uma tendência crescente, especialmente em anos eleitorais. A Copa do Mundo de 2026 ocorre em um contexto de forte divisão política no país, e momentos como esse são rapidamente apropriados por diferentes grupos para reforçar suas narrativas.

Repercussão e críticas

Além dos políticos, influenciadores e anônimos também entraram no debate. Hashtags como #22ÉDoBrasil e #FutebolSemPolítica chegaram aos trending topics do Twitter. Enquanto a primeira foi usada por apoiadores do PL, a segunda foi adotada por aqueles que criticam a mistura de esporte e política. O jogador Martinelli, que atua no Arsenal, não se manifestou sobre a polêmica.

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) também não comentou o assunto. A entidade mantém uma postura de neutralidade política, mas a associação dos números das camisas aos partidos já havia sido tema de discussão em jogos anteriores.

O Brasil agora aguarda o adversário das quartas de final, que será definido nos próximos dias. Enquanto isso, a polêmica nas redes mostra como a polarização política no Brasil ultrapassa fronteiras e alcança até mesmo o futebol, um dos maiores símbolos de união nacional.

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