A seleção francesa de futebol se envolveu em uma polêmica durante a Copa do Mundo de 2026 ao utilizar aeronaves da GlobalX, uma companhia aérea que também presta serviços para o governo americano em operações de deportação de imigrantes. A informação foi divulgada inicialmente pelo portal de notícias esportivas, gerando reações negativas de torcedores e ativistas de direitos humanos.
GlobalX e as deportações nos EUA
A GlobalX é uma empresa contratada pelo Immigration and Customs Enforcement (ICE), agência de imigração dos Estados Unidos, para realizar voos de deportação de imigrantes ilegais. As aeronaves da companhia são utilizadas em operações que removem estrangeiros que violaram as leis migratórias americanas. O uso desses aviões pela delegação francesa, que inclui jogadores e comissão técnica, foi considerado contraditório, especialmente porque vários atletas da seleção francesa já se posicionaram publicamente contra políticas migratórias rígidas.
Reações e críticas
A polêmica ganhou força nas redes sociais, com usuários questionando a escolha da Federação Francesa de Futebol (FFF) por uma empresa envolvida em deportações. Ativistas de direitos humanos também criticaram a decisão, destacando que o governo francês e a FFF deveriam ter evitado qualquer associação com práticas consideradas desumanas. Segundo fontes próximas à delegação, a escolha da GlobalX foi motivada por questões logísticas e contratuais, sem levar em conta o histórico da empresa.
Além da França, outras seleções como Inglaterra e Irã também utilizaram os serviços da GlobalX durante o torneio, mas a França se tornou o principal alvo das críticas devido ao perfil progressista de seus jogadores e da torcida.
Impacto na imagem da seleção
A controvérsia ocorre em um momento em que a seleção francesa busca reforçar sua imagem de inclusão e respeito aos direitos humanos. Jogadores como Kylian Mbappé e Antoine Griezmann já se manifestaram contra políticas de imigração restritivas, o que torna a associação com a GlobalX ainda mais problemática. Até o momento, a FFF não se pronunciou oficialmente sobre o caso, mas espera-se que a entidade emita um comunicado nos próximos dias para esclarecer os critérios de escolha da companhia aérea.



