França busca 3ª final seguida com coesão fora de campo, dizem jogadores
França busca 3ª final com coesão fora de campo

A seleção francesa enfrenta a Espanha nesta terça-feira (14) pelas semifinais da Copa do Mundo, tentando alcançar a terceira final consecutiva. Segundo os jogadores Adrien Rabiot e Jules Koundé, o sucesso da equipe vai além das táticas e treinos, sendo construído em quartos de hotel e conversas particulares, longe das câmeras.

Diálogo entre jogadores é essencial

Os atletas analisam as partidas em pequenos grupos, desafiando uns aos outros e buscando soluções próprias, complementando o trabalho do técnico Didier Deschamps e sua comissão. “Nós nos comunicamos bastante e conversamos entre nós regularmente”, disse Rabiot. “No hotel, durante nosso tempo livre, tentamos analisar as partidas juntos em pequenos grupos. Isso é importante, além de tudo o que o técnico e sua comissão técnica nos oferecem.”

“Todos falamos a mesma língua, todos temos o mesmo objetivo e todos estão direcionando sua energia para ele. O que a comissão técnica nos traz é essencial, mas o diálogo entre os jogadores, sem o envolvimento da comissão, também é importante”, completou o meia.

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Esforço coletivo defensivo

O ataque francês é um dos mais potentes do torneio, com Kylian Mbappé marcando oito gols e Ousmane Dembélé, cinco. No entanto, Koundé destacou que o trabalho defensivo coletivo é igualmente vital. “Temos feito um bom trabalho defensivamente, mas isso vai muito além dos defensores”, afirmou. “É um esforço coletivo, que começa pela forma como pressionamos desde o primeiro passe do adversário. Quando o trabalho é feito corretamente nas linhas mais avançadas e no meio-campo, isso facilita muito a nossa tarefa na zaga.”

A coesão da França se reflete na disposição dos atacantes em recuar para ajudar na defesa e na disciplina da equipe em momentos difíceis.

Relacionamentos fortes fora de campo

Os jogadores insistem que o desempenho em campo é uma extensão das relações construídas fora dele. “Nós nos damos muito bem”, disse Rabiot. “Há um verdadeiro senso de harmonia e coesão genuína. É difícil explicar, mas as coisas funcionam extremamente bem fora do campo, e essa energia se reflete nele.”

Koundé descreveu um grupo unido desde 2022. “Há um forte senso de coesão desde o início — mesmo voltando para 2022. Há continuidade dentro desse grupo. Ela foi construída ao longo do tempo, e todos estão focados no mesmo objetivo. Esse é um dos nossos pontos fortes, e dá para sentir isso em campo. Gostamos de jogar juntos e também gostamos de nos esforçar uns pelos outros.”

Fim da era Deschamps

A trajetória da França ocorre em meio à decisão de Deschamps de deixar o cargo após o torneio, encerrando uma passagem iniciada em 2012, que incluiu a conquista da Copa de 2018 e o vice-campeonato em 2022. A mãe do técnico faleceu durante a fase de grupos. Rabiot afirmou que saber que esta é a última competição de Deschamps deu um impulso emocional extra. “As dificuldades pelas quais o técnico passou nos uniram ainda mais. Você quer dar tudo de si, especialmente sabendo que esta é última competição dele no comando da seleção francesa. Este é o momento.”

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