Fifa distribuirá R$ 3,2 bilhões entre 48 seleções na Copa 2026
Fifa distribuirá R$ 3,2 bilhões entre 48 seleções na Copa 2026

Fifa define premiação recorde para Copa do Mundo 2026

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) confirmou que distribuirá o montante total de R$ 3,2 bilhões (US$ 640 milhões) entre as 48 seleções participantes da Copa do Mundo de 2026. O valor representa um aumento significativo em relação às edições anteriores, refletindo o crescimento das receitas da entidade e a expansão do torneio para 48 equipes.

Cada uma das seleções que disputar a fase de grupos já terá garantido o prêmio mínimo de US$ 9 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 45 milhões. A partir daí, os valores crescem conforme o avanço no torneio. O grande campeão mundial embolsará US$ 50 milhões (cerca de R$ 250 milhões), enquanto o vice-campeão receberá US$ 33 milhões (R$ 166 milhões).

Comparação com outros torneios

Os prêmios da Copa do Mundo superam com folga os valores pagos em competições continentais. Para efeito de comparação, o campeão do Campeonato Brasileiro da Série A recebe aproximadamente R$ 50 milhões, e o vencedor da Libertadores da América fica com cerca de US$ 23 milhões (R$ 115 milhões). Assim, a premiação da Copa é mais de cinco vezes superior à do Brasileirão e mais que o dobro da Libertadores.

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“Estamos comprometidos em reinvestir o futebol no futebol. Este aumento na premiação reflete o sucesso comercial da Copa do Mundo e nosso desejo de apoiar todas as seleções participantes”, declarou o presidente da Fifa, Gianni Infantino, durante o anúncio em Los Angeles, na partida entre Estados Unidos e Paraguai.

Distribuição detalhada dos valores

Além dos valores para o campeão e vice, a Fifa estabeleceu uma escala progressiva de premiações: os semifinalistas receberão US$ 25 milhões cada; os quartofinalistas, US$ 18 milhões; e os times que chegarem às oitavas de final, US$ 13 milhões. A fase de grupos já rende os US$ 9 milhões mencionados.

O total de US$ 640 milhões será pago pela Fifa diretamente às federações nacionais, que ficam responsáveis por distribuir os valores aos jogadores e comissões técnicas, conforme acordos internos. A entidade também destinou recursos adicionais para preparação das seleções, como US$ 2 milhões por equipe para cobrir custos de logística e treinamento.

Impacto financeiro e expectativas

A Copa do Mundo de 2026 será sediada por Estados Unidos, Canadá e México, com 48 seleções – 16 a mais que em 2022. A expansão do torneio gerou aumento nas receitas de direitos de transmissão e patrocínios, permitindo à Fifa elevar a premiação em 20% em relação à edição do Catar, que distribuiu US$ 440 milhões.

Especialistas apontam que o valor recorde pode incentivar federações de países menores a investir mais no futebol, já que a simples classificação para a Copa garante um montante significativo. “Para muitas seleções, US$ 9 milhões representam um orçamento anual inteiro. Isso pode transformar o desenvolvimento do esporte em regiões como África e Ásia”, analisou o consultor financeiro esportivo Carlos Mendes.

A Fifa espera que a competição gere US$ 11 bilhões em receitas totais, consolidando a Copa do Mundo como o evento esportivo mais lucrativo do planeta. O sorteio dos grupos ocorrerá em 2025, e as eliminatórias já estão em andamento em todas as confederações.

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