A recente eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, nas oitavas de final, ainda ressoa na memória dos torcedores. Mais do que o resultado, o que preocupa é a constatação de que o time não apresenta um nível competitivo à altura de sua história. Em 2015, o autor do livro “Um Olho na Bola, outro no Cartola”, que aborda a CPI do Futebol, já alertava: todos, por mais talentosos que sejam, enfrentam momentos difíceis. A questão é como reagem.
A diferença está na atitude, não nos recursos
No livro, o autor destaca uma lição fundamental: ninguém sai do mesmo tamanho ao passar por uma grande dificuldade — ou cresce ou encolhe. Ele mesmo vivenciou isso na campanha do tetra, em 1994. Naquela Copa, aplicou na prática o que aprendeu na teoria do futebol: “A diferença não é o tamanho do problema nem os recursos que você tem. A diferença é a sua atitude”. Para ele, foi exatamente essa postura que faltou à Seleção Brasileira em 2022. Havia bons jogadores em campo, mas a atitude, principal ingrediente para superar adversidades, esteve ausente.
Comparação com 1994 e reflexão sobre o futuro
O autor relembra que, em 1994, o time brasileiro soube crescer diante das dificuldades, transformando o desafio em oportunidade. Na ocasião, o Brasil conquistou o tetracampeonato após 24 anos de jejum, com uma equipe que não era considerada favorita, mas que demonstrou garra e determinação. O contraste com a eliminação precoce de 2022 é evidente. Segundo o autor, a falta de atitude não é um problema pontual, mas um sintoma de uma crise mais ampla no futebol brasileiro, que inclui má gestão e falta de planejamento. Ele conclui que, para voltar a vencer, a seleção precisa resgatar a mentalidade de superação que marcou gerações passadas.



