Jaqueline Andrade e Rafael Oliveira se conheceram em 2011 com gostos musicais opostos: ela, roqueira ferrenha e organizadora de excursões para o festival João Rock, em Ribeirão Preto (SP); ele, fã de pagode, com estilo e playlist dedicados ao gênero. Quinze anos depois, a diferença ficou no passado. Bastou um único festival para Rafael se render ao rock.
A primeira vez no João Rock
Jaqueline, auxiliar de faturamento de Porto Ferreira (SP), já era conhecida por montar excursões para o João Rock. Em 2011, convenceu Rafael a acompanhá-la. “Ele ficou impressionado porque, por ser uma cidade pequena, o máximo que ele tinha conhecido era a festa de peão. O João Rock é um mundo totalmente diferente”, conta. A experiência foi transformadora: “Hoje ele não escuta mais pagode. Faz 15 anos que a gente está junto, faz 15 anos que ele vai ao João Rock e ele começou a escutar rock, viciou no O Rappa. Você pega o Spotify dele, é O Rappa e Maneva”.
Uma paixão que começou na infância
Jaqueline cresceu influenciada pelos pais. “Meu pai acordava de manhã tocando Guns, Legião ou Racionais. Minha mãe era do lado internacional, U2, Aerosmith, Bon Jovi. Aprendi a gostar desde criança.” Na adolescência, Charlie Brown Jr. foi a banda que marcou, paixão que perdura. O show mais marcante no festival foi o de Emicida em 2013, ano da morte de Chorão. “Ganhei para assistir do backstage. Teve uma música do Charlie Brown que ninguém tocava nas homenagens e eu chorei.”
Quase duas décadas de amor pelo festival
Jaqueline foi ao João Rock pela primeira vez em 2007, aos 18 anos, após um amigo ganhar ingressos de última hora. “Convenci ele a me dar um e fui de busão, sem saber como voltar.” Desde então, não perdeu nenhuma edição e passou a organizar excursões. “Montei uma van só com os amigos e foi crescendo. Tem gente que ia comigo antes e hoje está levando o filho.” Para ela, o festival transcende a música: “Vai além do line-up, é um mundo de energia muito boa”.



