De Vozinha a Payne: estrelas virais da Copa 2026 buscam milhões
Estrelas virais da Copa 2026 buscam milhões

A Copa do Mundo de 2026 não apenas revelou talentos dentro de campo, mas também criou verdadeiras celebridades digitais. Jogadores como a goleira Vozinha, de Cabo Verde, e o zagueiro Tim Payne, da Nova Zelândia, viram suas vidas mudarem da noite para o dia após se tornarem fenômenos virais nas redes sociais. Com milhões de novos seguidores, eles agora correm para transformar essa popularidade instantânea em contratos milionários com marcas.

O fenômeno Vozinha

Vozinha, goleira de Cabo Verde, descreveu a partida contra a Espanha como o momento pelo qual vinha trabalhando “a vida inteira”. Sua atuação heroica, com defesas espetaculares, foi compartilhada milhares de vezes, impulsionando seu perfil no Instagram de alguns milhares para mais de 2 milhões de seguidores em menos de uma semana. “Foi surreal ver o número crescer tão rápido”, disse a jogadora em entrevista. Marca esportivas e de estilo de vida já procuraram seu empresário para fechar acordos que podem chegar a US$ 500 mil.

A ascensão de Tim Payne

Tim Payne, zagueiro neozelandês, também experimentou um boom de popularidade após um gol decisivo contra a Itália. Sua comemoração única, imitando um haka, viralizou no TikTok, gerando mais de 10 milhões de visualizações. Em três dias, Payne ganhou 1,5 milhão de seguidores no Instagram. “Nunca imaginei que um momento em campo pudesse mudar minha vida fora dele”, afirmou. Agentes de marketing já negociam contratos com empresas de bebidas e tecnologia.

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O lado efêmero da fama digital

Especialistas em marketing digital alertam, no entanto, que o sucesso nas redes pode ser tão rápido quanto passageiro. “A Copa do Mundo é um trampolim, mas a permanência exige estratégia”, explica a consultora de marcas Carla Mendes. “Sem conteúdo consistente e engajamento, esses jogadores podem voltar ao anonimato em meses.” Dados mostram que 70% dos atletas que viralizaram em Copas anteriores perderam ao menos 40% dos seguidores um ano após o torneio.

Corrida contra o tempo

Por isso, Vozinha e Payne correm para consolidar sua marca pessoal. Ambos contrataram assessorias especializadas e planejam lançar linhas de produtos. “Quero usar essa visibilidade para inspirar meninas em Cabo Verde”, diz Vozinha. Payne, por sua vez, pretende investir em projetos sociais na Nova Zelândia. O desafio é transformar likes em legado, antes que a próxima Copa traga novas estrelas.

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