A Espanha derrotou a França por 2 a 0 nesta terça-feira, em Dallas, e garantiu vaga na final da Copa do Mundo de 2026. A partida, que colocou frente a frente as duas maiores favoritas ao título, marcou o fim da trajetória da seleção francesa, considerada a melhor da competição até então. Com a vitória, a Espanha se junta ao seleto grupo de seleções que superaram grandes favoritos em Copas do Mundo, como a Hungria de 1954, a Holanda de 1974 e o Brasil de 1982.
O duelo tático e a superioridade espanhola
A França vinha fazendo uma campanha consistente, com um futebol plástico e envolvente, liderado pelo trio Olise, Dembélé e Mbappé, que formava o melhor ataque do torneio. No entanto, a Espanha, treinada por Luis de la Fuente, mostrou um sistema defensivo sólido, que só havia sofrido um gol em toda a Copa (contra a Bélgica nas quartas). A marcação espanhola anulou as principais peças ofensivas francesas: Olise não conseguiu distribuir jogo, Dembélé não encontrou espaços e Mbappé não teve liberdade para arrancar em direção ao gol.
O primeiro gol saiu de um erro do lateral francês Digne, aproveitado pela esperteza de Lamine Yamal. O jovem atacante espanhol anteviu o movimento do adversário, se infiltrou e sofreu o pênalti, convertido por Oyarzabal. A França, por sua vez, fez uma partida tecnicamente ruim, com Olise irreconhecível e erros frequentes.
Espanha mantém identidade e amplia vantagem
Diferente de outras seleções que, ao abrirem vantagem contra a França, tentariam administrar o resultado, a Espanha manteve seu estilo de jogo propositivo, com toques rápidos e movimentação constante. Aos 12 minutos do segundo tempo, o lateral-direito Pedro Porro tabelou com Dani Olmo e, como um atacante, saiu na cara do gol para fazer 2 a 0. O gol consolidou a superioridade espanhola e demonstrou a maturidade da equipe.
Com a vitória, a Espanha vai à final como favorita, independentemente do resultado da outra semifinal entre Argentina e Inglaterra. A equipe de Luis de la Fuente tem mais mecânica de jogo, automatismo nos movimentos e, principalmente, identidade. Destaques individuais como Cucurella (melhor lateral-esquerdo da Copa), Rodri (elegância no meio-campo), Fabián Ruiz e Dani Olmo (intensidade) e Yamal (genialidade) sustentam a força coletiva.
França eliminada: o legado para o futuro
Para a França, resta a lembrança do que jogou até as semifinais. A equipe foi uma das melhores da Copa, mas esbarrou em uma Espanha que soube neutralizar suas principais armas. Agora, os franceses terão que esperar quatro anos para tentar novamente o título. A Espanha, por sua vez, busca o bicampeonato mundial, repetindo o feito de 2010, mas com um estilo ainda mais objetivo e eficiente.



