O técnico Luis de la Fuente, campeão mundial com a Espanha, destacou o coletivo como o maior mérito da equipe na conquista do título. Em entrevista ao Marca, ele recorreu ao filme "Os 300 de Esparta" para definir a seleção: "Dissemos que tínhamos enfrentado o Portugal de Cristiano, a França de Mbappé, que iríamos jogar contra a Argentina de Messi... Mas que eles estavam enfrentando a seleção de 26. Parafraseando aquela famosa frase dos 300 Espartanos. Bem, nós somos os 26 espanhóis."
Elogios a Lamine Yamal
De la Fuente também comentou sobre o jovem Lamine Yamal, de 17 anos, que teve atuação destacada na Copa. "Lamine é um jogador que teve uma experiência extraordinária e um desempenho fantástico. Ele amadureceu muito, trabalhou duro pela equipe e sempre colocou o bem comum acima do seu próprio. Ele é um grande jogador, muito jovem, que ainda está se desenvolvendo, mas isso o tornará ainda melhor no futuro."
Unidade construída na Eurocopa
O técnico acredita que a união do grupo vem da conquista da Eurocopa de 2024. "Eu gostaria de destacar, ainda mais do que o inegável e amplamente reconhecido talento futebolístico deles, as qualidades humanas. Eles são um grupo generoso e solidário. A palavra 'Família' foi criada durante a Eurocopa para descrever esse grupo, e é verdade. Isso nos dá uma força inabalável."
Potencial futuro
Questionado se a seleção já atingiu seu ápice, De la Fuente respondeu: "De jeito nenhum. Sou muito exigente, muito competitivo. Acredito que sempre podemos melhorar. Este grupo mistura jovens com veteranos. Eles ainda têm um longo caminho a percorrer, e acho que ainda não vimos a melhor versão desta equipe. O melhor ainda está por vir."
Análise jogo a jogo
O treinador fez uma análise detalhada da campanha: "Cabo Verde nos trouxe de volta à realidade. A Arábia Saudita confirmou que, quando se tem consciência da dificuldade, é preciso manter a calma. Contra o Uruguai, destaco a maturidade do grupo. Nas oitavas, contra a Áustria, ganhamos novo impulso. Com o Portugal de Cristiano Ronaldo, eu já previa que seria uma final antes da final. Nas quartas contra a Bélgica, senti que era um jogo-armadilha. Na semifinal, enfrentamos a França de Mbappé, os favoritos, mas controlamos a partida. E o jogo contra a Argentina foi a mãe de todas as partidas. A vitória foi a culminação de tudo o que havíamos proposto."



