O meia Dodô está fora do jogo do Náutico contra o CRB, nesta quinta-feira, às 20h, no Rei Pelé, pela Série B. O atleta não treinou com o restante do elenco na última terça-feira, no CT Wilson Campos, e realizou apenas uma atividade na academia. Por isso, não será relacionado para a partida.
Ausência sem justificativa
A decisão do clube é consequência da ausência do meia no treinamento da última quinta-feira. O jogador não deu justificativa ao clube no dia e reapareceu apenas na sexta-feira, quando afirmou estar doente. Com uma proposta do Jeonbuk Hyundai, da Coreia do Sul, Dodô manifestou interesse em deixar o Timbu.
Presidente do Náutico endurece discurso
O presidente do Náutico, Bruno Becker, ressaltou que não vai facilitar a saída do jogador sem que haja uma compensação financeira. — Ele é atleta do clube. O Náutico não vai abrir mão, por uma atitude de quem quer que seja, dos seus direitos. O Náutico não vai sair no prejuízo por conta de uma atitude de determinado atleta ou de quem quer que seja. Se alguns acham que vão forçar a situação para deixar prejuízo na mesa do clube e eles se beneficiarem, não vão — disse.
"Está claro que o atleta não quer mais ficar no Náutico, mas mais claro do que isso está o Náutico, que não vai sair prejudicado. O clube vai exigir o cumprimento de tudo o que foi estabelecido contratualmente", completou.
Opção de compra e interesse externo
O Náutico informou, no início da última semana, que exerceria a opção de compra do atleta por R$ 800 mil em cinco parcelas, como determina o contrato com o Coimbra, clube que detém os direitos do meia. O interesse do atleta, no entanto, é se transferir para o time sul-coreano. O Náutico, por sua vez, aguarda uma proposta ou uma alternativa apresentada pelo empresário do meia para viabilizar a saída.
— Quem tem que trazer uma solução diferente e que venha agradar ao clube é o atleta e o seu staff. Não é o Náutico ou o Coimbra. A gente aguarda o posicionamento deles. Não vou fazer uma liberação que traga prejuízo para o Náutico. Não vou fazer diferente do que foi contratualmente acertado. Porque quando é o inverso, o clube é cobrado e criticado. Isso tem que valer para os dois lados — resumiu.
Possível judicialização
Bruno Becker também não descartou recorrer à Justiça se o contrato não for cumprido. Dodô tem vínculo por empréstimo até o fim do ano e o novo acordo, após a compra dos direitos econômicos, seria válido a partir de janeiro de 2027. — Se a gente tiver que puxar a corda e eventualmente judicializar, a gente vai fazer. Eu não vou medir esforços, nesse caso e em qualquer outro, para defender o interesse do clube — concluiu.



