A eliminação da França na semifinal da Copa do Mundo de 2026, diante da Espanha, perpetuou a chamada 'maldição' da Bola de Ouro. O atacante Ousmane Dembélé, atual vencedor do prêmio individual mais cobiçado do futebol mundial, não conseguiu conduzir sua seleção ao título, mantendo um tabu que já dura quase 70 anos.
O que é a 'maldição' da Bola de Ouro?
Desde a criação do prêmio pela revista France Football em 1956, apenas um jogador conseguiu vencer a Bola de Ouro e a Copa do Mundo no mesmo ano: o inglês Bobby Charlton, em 1966. No entanto, a premiação naquela época era restrita a jogadores europeus, e a Bola de Ouro de 1966 foi concedida a Charlton após o Mundial. O tabu moderno considera que nenhum vencedor do prêmio, no ano da Copa, conseguiu levantar o troféu mundial. Dembélé, eleito o melhor do mundo em 2025, juntou-se a uma lista de craques que falharam nessa missão, como Eusébio (1966), Johan Cruyff (1974), Michel Platini (1982), Romário (1994) e Ronaldo Nazário (1998 e 2002).
Dembélé e a campanha francesa
O atacante francês teve atuação destacada ao longo do torneio, marcando gols importantes nas quartas de final contra Marrocos. Porém, na semifinal contra a Espanha, a França foi superada por 2 a 1, com Dembélé não conseguindo balançar as redes. A eliminação precoce impediu que o jogador quebrasse o tabu. 'É uma grande decepção. Sabíamos que tínhamos time para chegar à final, mas não conseguimos. Agora é levantar a cabeça', declarou Dembélé após a partida, segundo a imprensa francesa.
Impacto no futebol mundial
A persistência da 'maldição' reforça o debate sobre a dificuldade de um jogador manter o auge individual e coletivo no mesmo ano. A Bola de Ouro é concedida com base no desempenho ao longo da temporada, enquanto a Copa do Mundo exige pico de forma em um curto período. O tabu também coloca pressão sobre os próximos vencedores do prêmio, que terão a chance de quebrá-lo no Mundial de 2030. Por enquanto, a 'maldição' continua viva, com Dembélé como seu mais recente integrante.



