Parlamentares europeus acionam Comitê de Ética da FIFA
Um grupo de 35 eurodeputados apresentou um pedido formal de investigação contra o presidente da FIFA, Gianni Infantino, alegando que ele pode ter violado a neutralidade política ao suspender a punição imposta ao atacante norte-americano Folarin Balogun. O caso ganhou novos contornos após revelações de que o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria pressionado Infantino para reverter a decisão disciplinar.
Contexto da punição de Balogun
Folarin Balogun, jogador da seleção dos Estados Unidos, havia sido punido por uma suposta infração durante as eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026. A FIFA inicialmente aplicou uma suspensão que poderia afastá-lo de jogos importantes, mas a pena foi posteriormente suspensa por Infantino. A medida gerou controvérsia, especialmente após a divulgação de que Trump teria intervido junto ao presidente da FIFA.
Pressão política e integridade esportiva
Os eurodeputados, em carta enviada ao Comitê de Ética da FIFA, argumentam que a ação de Infantino compromete a integridade do esporte. “A suspeita de que uma decisão disciplinar foi influenciada por pressão política externa é extremamente grave e exige uma investigação independente”, afirmou um dos signatários, o eurodeputado alemão Markus Ferber. O grupo representa diferentes espectros políticos e países da União Europeia.
Reações e próximos passos
A FIFA ainda não se pronunciou oficialmente sobre o pedido. Especialistas em direito esportivo apontam que, se confirmada a interferência política, Infantino pode enfrentar sanções que vão desde uma advertência até a suspensão temporária de suas funções. O Comitê de Ética da FIFA deve analisar a solicitação nas próximas semanas. Enquanto isso, o caso Balogun continua a gerar debates sobre a relação entre política e futebol.



