Corridas de apps despencam 20% durante jogos do Brasil na Copa
Corridas de apps caem 20% em jogos do Brasil na Copa

Dados de plataformas de transporte por aplicativo revelam uma queda expressiva de 20% no número de corridas realizadas durante os jogos do Brasil na Copa do Mundo. O levantamento, divulgado nesta quinta-feira, mostra que o fenômeno se repete a cada partida da seleção, com motoristas e passageiros interrompendo suas atividades para acompanhar os jogos.

Queda acentuada durante as partidas

De acordo com informações coletadas por grandes empresas do setor, como Uber e 99, a redução no volume de corridas começa cerca de 30 minutos antes do início de cada jogo e se estende até o apito final. Nos intervalos, há uma leve recuperação, mas o patamar permanece inferior ao normal. Em jogos decisivos, como as oitavas de final, a queda chega a 25%.

“É um comportamento esperado. O brasileiro para tudo para ver a seleção jogar. Motoristas também param, o que reduz a oferta de carros nas ruas”, explica Carlos Eduardo, analista de dados da 99.

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Impacto no faturamento dos motoristas

A redução na demanda impacta diretamente o faturamento dos motoristas parceiros. Segundo a associação que representa a categoria, a perda média em dias de jogos do Brasil é de R$ 80 por motorista. Muitos optam por não trabalhar durante as partidas, o que agrava a escassez de veículos disponíveis.

“Prefiro assistir ao jogo em casa. O movimento cai tanto que não compensa ficar na rua”, relata João Silva, motorista de aplicativo em São Paulo.

Estratégias das plataformas

Para minimizar os efeitos, as empresas de aplicativos têm adotado estratégias como aumento de tarifas dinâmicas nos horários de pico pós-jogo e campanhas de incentivo para motoristas. No entanto, a medida não tem sido suficiente para evitar a queda brusca durante as partidas.

“Oferecemos bônus para quem trabalha nos horários de jogos, mas a adesão ainda é baixa. A paixão pelo futebol fala mais alto”, afirma Maria Fernanda, gerente de comunicação da Uber.

Dados nacionais e regionais

A pesquisa abrangeu todas as capitais brasileiras, com destaque para cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, onde a queda foi mais acentuada. Em Belo Horizonte, a redução foi de 18%, enquanto em Recife chegou a 22%. O padrão se mantém consistente em todas as regiões do país.

Os números reforçam o impacto cultural e econômico que a Copa do Mundo exerce sobre o Brasil, paralisando não apenas o transporte por aplicativo, mas também outros setores de serviços.

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