Com um jogo a mais e sete pontos de vantagem sobre o vice-líder Flamengo, o Palmeiras retorna da intertemporada defendendo a liderança do Campeonato Brasileiro. A equipe alviverde ostenta a melhor defesa da competição no agregado dos mandos, com apenas 13 gols sofridos em 18 jogos (média de 0,72), e o terceiro melhor ataque, com 30 gols marcados (média de 1,67). O time de Abel Ferreira só não balançou as redes em uma das 18 partidas (6%), melhor desempenho ofensivo, e não sofreu gols em sete delas (39%), segunda melhor marca defensiva.
Coritiba busca recuperação após pausa
O Coritiba chega a esta rodada na sétima colocação, com 26 pontos, 15 a menos que o Palmeiras (41). O time paranaense tem um histórico recente desfavorável: o Palmeiras venceu os dois últimos confrontos pela Série A em que o Coritiba foi mandante, em 2022 e 2023, quebrando uma sequência de 2008 a 2021 em que o Coritiba venceu seis vezes e houve três empates.
A parada para a Copa do Mundo foi uma oportunidade para o Coritiba ajustar seu desempenho. Em casa, o time tem a sexta pior campanha caseira (3 vitórias, 3 empates, 2 derrotas, 50%), com o sexto pior ataque (10 gols, média 1,25) e a sétima defesa (8 gols sofridos, média 1,00). Não marcou em dois dos oito jogos em casa (25%), quarta pior marca, e não sofreu gols em dois, ocupando a 12ª posição defensiva caseira.
Palmeiras: melhor visitante do Brasileirão
O desafio do Coritiba é imenso, pois o Palmeiras é o melhor visitante do campeonato (5 vitórias, 3 empates, 1 derrota, 67%), com o terceiro melhor ataque fora de casa (14 gols, média 1,56) e a melhor defesa (7 gols sofridos, média 0,78). Só não fez gol em um dos nove jogos como visitante (11%), segunda melhor marca ofensiva forasteira, e não sofreu gols em quatro dessas partidas (44%), melhor marca defensiva.
Disciplina e eficiência em campo
Embora o Coritiba já tenha sofrido sete expulsões neste Brasileirão (pior marca), é a segunda equipe com menos cartões amarelos recebidos (32, média 1,78). O Palmeiras é o quarto com menos amarelos (37, média 2,06) e teve apenas dois expulsos (quinta melhor marca), indicando que a partida deve ter alto nível técnico.
Um dos problemas que o Coritiba precisava resolver na intertemporada é a baixa produtividade ofensiva. No agregado, o time paranaense tem a terceira maior eficiência ofensiva, com um gol a cada 7,7 tentativas, desempenho melhor que o do Palmeiras (quarto melhor, com um gol a cada 7,8 conclusões). A diferença está no volume: o Palmeiras tem média de 12,6 finalizações por partida (décima média), enquanto o Coritiba é a equipe que menos finaliza, com média de 9,8 arremates por jogo.
Curiosamente, a resistência defensiva do Coritiba é a terceira maior do campeonato, com um gol sofrido a cada 11,9 conclusões adversárias, mas é o segundo time que mais permite finalizações (média de 15,8 por jogo). O Palmeiras tem a melhor resistência defensiva, com um gol sofrido a cada 17,8 conclusões contrárias, e a décima média de finalizações sofridas (12,8 por jogo).
As probabilidades de ocorrência de cada resultado são calculadas pelo economista Bruno Imaizumi com aplicação de modelos estatísticos sobre microdados coletados desde 2013 pela equipe do Gato Mestre.



