Como Coreia do Sul e África do Sul mudaram a torcida em Copas
Coreia do Sul e África do Sul transformaram torcidas em Copas

Diabos Vermelhos e fan fests na Coreia do Sul

A Copa do Mundo de 2002, sediada pela Coreia do Sul e Japão, marcou uma revolução na forma de torcer. Os sul-coreanos, conhecidos como "Diabos Vermelhos" devido às camisetas vermelhas da seleção, lotaram as ruas em apoio ao time, que chegou às semifinais. Milhões de pessoas se reuniram em espaços públicos para assistir aos jogos em telões, criando um clima de festa que inspirou a FIFA a institucionalizar as Fan Fests, áreas oficiais de exibição pública que se tornaram tradição em Mundiais subsequentes.

Vuvuzelas na África do Sul em 2010

Oito anos depois, na Copa de 2010 na África do Sul, o som das vuvuzelas dominou as partidas. Essas cornetas plásticas, tradicionais no futebol sul-africano, produziam um ruído ensurdecedor que chegava a 127 decibéis, gerando reclamações de jogadores, técnicos e telespectadores. A FIFA inicialmente permitiu o instrumento, considerando-o parte da cultura local, mas após o torneio, as vuvuzelas foram banidas em estádios por serem excessivamente barulhentas.

Impacto e legado das torcidas

Ambas as experiências mostraram como as torcidas podem transformar a atmosfera de uma Copa. Enquanto os Diabos Vermelhos promoveram a união em massa nas ruas, as vuvuzelas trouxeram um som único, mas controverso. Segundo a FIFA, as fan fests se tornaram um elemento fixo para engajar torcedores que não conseguem ingressos, enquanto as vuvuzelas foram substituídas por alternativas menos ruidosas.

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