Copa 2026 tem maior média de gols desde 1970; entenda motivos
Copa 2026 tem maior média de gols desde 1970

A Copa do Mundo de 2026 já registra a maior média de gols desde 1970, com 141 gols na fase de grupos, segundo dados oficiais da Fifa. O aumento é atribuído a uma combinação de fatores: a nova bola Trionda, que oferece menor resistência do ar e favorece chutes precisos, as regras que limitam interrupções e a técnica apurada de atacantes como Lionel Messi e Kylian Mbappé.

Bola Trionda e precisão nos chutes

A bola oficial do torneio, batizada de Trionda, foi projetada para ter um voo mais estável e rápido. De acordo com a Fifa, a superfície texturizada reduz o arrasto aerodinâmico, permitindo que os jogadores executem chutes de longa distância com maior precisão. Em testes laboratoriais, a Trionda apresentou 15% menos variação de trajetória em comparação com a bola da Copa de 2022.

Regras que aumentam o tempo de bola rolando

As novas diretrizes da Fifa para 2026 também contribuíram para o ritmo ofensivo. A regra que limita o tempo de posse do goleiro a oito segundos, por exemplo, reduziu as interrupções. Além disso, a aplicação mais rigorosa da regra de impedimento e a permissão para substituições ilimitadas em cinco paradas mantêm os times pressionando até o fim. O resultado é um aumento de 12% no tempo efetivo de jogo, segundo estudo da própria entidade.

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Desempenho dos atacantes e recordes

Com 48 seleções, o torneio viu atacantes de elite brilharem. Messi, da Argentina, marcou cinco gols na fase de grupos, enquanto Mbappé, da França, anotou quatro. A média de 2,94 gols por partida supera a marca de 2,67 da Copa de 1970, no México. "A Trionda é incrível para chutar. Sinto que a bola sai do pé exatamente como quero", afirmou Mbappé em entrevista à Fifa.

Impacto no dinamismo das partidas

A combinação de tecnologia e regras tornou os jogos mais abertos e emocionantes. Treinadores reclamam da dificuldade de segurar resultados, já que a bola entra com mais frequência. "É uma Copa de muitos gols, e isso é bom para o espetáculo", disse o técnico da seleção brasileira, Dorival Júnior. A tendência é que a média continue alta nas fases eliminatórias.

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