Grupo Ultra desiste de comprar a Rumo; operação é encerrada
Grupo Ultra desiste de comprar a Rumo

O Grupo Ultra informou ao mercado nesta quarta-feira que desistiu oficialmente da compra da Rumo Logística, operação avaliada em aproximadamente R$ 20 bilhões. A decisão foi tomada após meses de negociações e impasses com órgãos reguladores, especialmente o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Detalhes da operação cancelada

A aquisição, que envolveria a transferência do controle da Rumo para o Grupo Ultra, foi anunciada em 2025 e gerou expectativas no setor de logística e infraestrutura. No entanto, as condições impostas pelo Cade para aprovação do negócio foram consideradas inviáveis pelo grupo controlador da Ultra, que preferiu encerrar as tratativas.

Em comunicado oficial, o Grupo Ultra afirmou que "após análise aprofundada das condições regulatórias e dos impactos para o negócio, decidiu não prosseguir com a operação". A empresa destacou que mantém seu foco em outras áreas de atuação, como energia e combustíveis.

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Impacto no mercado e reações

A desistência pegou parte do mercado de surpresa, já que as negociações avançavam e havia expectativa de fechamento nos próximos meses. A Rumo Logística, controlada pela Cosan, é uma das maiores operadoras ferroviárias do Brasil, com ativos estratégicos no escoamento de grãos e minério.

Segundo analistas, o fracasso da negociação pode levar a Rumo a buscar novos parceiros ou manter sua estrutura atual. A Cosan não comentou oficialmente a desistência, mas fontes próximas indicam que a empresa já avalia alternativas para fortalecer a logística do grupo.

Contexto regulatório e próximos passos

O Cade vinha analisando a operação desde o ano passado, com preocupações sobre concentração de mercado no setor ferroviário. A Ultra, que já atua em logística de combustíveis, teria que cumprir exigências como a venda de alguns ativos ou a garantia de acesso a terceiros, o que foi considerado desvantajoso.

Com o fim das negociações, ambas as empresas seguem com suas estratégias independentes. A Ultra planeja investir em novas áreas de crescimento, enquanto a Rumo mantém seus planos de expansão da malha ferroviária.

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