Copa 2026: polêmicas marcam maior edição da história
Copa 2026: polêmicas marcam maior edição da história

A Copa do Mundo 2026 chega ao fim neste domingo, com Espanha e Argentina disputando a taça. Esta edição, a maior da história, foi marcada por uma série de polêmicas dentro e fora de campo. Reveja as principais questões que abalaram o torneio.

Cartão anulado por intervenção de Trump

Dentro de campo, a maior polêmica foi a suspensão do cartão vermelho dado ao americano Folarin Balogun. Expulso contra a Bósnia e Herzegovina, ele estaria suspenso para o jogo decisivo contra a Bélgica. No entanto, após uma ligação do presidente Donald Trump, a Fifa decidiu trocar a punição aplicada pelo árbitro brasileiro Raphael Claus, transformando-a em um período probatório de um ano, permitindo que Balogun jogasse. Mesmo com ele em campo, os Estados Unidos perderam por 4 a 1 e foram eliminados.

Uso da tecnologia e VAR

A Copa foi marcada por controvérsias envolvendo o VAR. Houve muitos impedimentos marcados e gols anulados após faltas anteriores. O caso mais marcante foi Portugal contra a Croácia: o chip da bola detectou que ela tocou um fio de cabelo de um jogador croata antes de chegar a Mario Pašalić, anulando o gol por impedimento. Jogadores noruegueses alegaram que a bola bateu em um cabo de câmera aérea na partida contra a Inglaterra, mas o sensor não acusou o toque.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Críticas à arbitragem

A arbitragem também foi alvo de críticas. Entre os lances polêmicos estão: a entrada de Messi em um jogador argelino não marcada como falta; o gol do Egito contra a Argentina anulado por falta anterior; e um gol anulado de Vini Jr. contra a Escócia. Outro lance foi o cartão amarelo para o suíço Embolo por simulação, após o árbitro inicialmente marcar falta a seu favor.

Primeira aplicação da lei Vini Jr.

O paraguaio Almirón foi o primeiro expulso por infringir a “Lei Vini Jr.”, que estabelece expulsão imediata para o atleta que tampar a boca ao falar com outro jogador. A regra foi criada após o gesto do argentino Prestianni ao falar com Vini Jr. em um jogo da Champions League. Na Copa, Almirón cobriu a boca durante discussão com o turco Müldür; o VAR apontou e o árbitro o expulsou.

Pausa para hidratação obrigatória

Pela primeira vez, foi adotada uma pausa para hidratação obrigatória aos 20 minutos de cada tempo, justificada pelo calor intenso, mas aplicada mesmo em estádios climatizados. A medida gerou críticas por descaracterizar o futebol, transformando-o em quatro quartos. O técnico alemão Thomas Tuchel, da Inglaterra, disse: “Acho que interrompe e muda a identidade de uma partida de futebol muito mais do que eu imaginava”. Muitos torcedores acreditam que a pausa teve motivações comerciais, provocando vaias.

Árbitro barrado na imigração

Antes da abertura, o árbitro somali Omar Artan, com visto válido, foi impedido de entrar nos EUA ao desembarcar em Miami. O caso teve forte repercussão. “Sou apenas um árbitro tentando realizar o maior sonho da minha vida, que era participar de uma Copa do Mundo”, afirmou Artan. Ele havia sido eleito o melhor árbitro masculino de 2025 pela Confederação Africana de Futebol. A Fifa anunciou que ele receberia o salário integral e foi convidado pela UEFA para apitar a Supercopa Europeia de 2026.

Tratamento da delegação iraniana

Os jogadores iranianos foram impedidos de ficar nos EUA, apesar do cessar-fogo entre os países. Tiveram que se estabelecer no México, viajando aos EUA apenas na véspera dos jogos e retornando imediatamente. O técnico reclamou de “injustiça” ao presidente da Fifa, Gianni Infantino. Após a eliminação, a Federação Iraniana publicou carta aberta agradecendo a cobertura e mencionando “tratamento injusto e antidesportivo”.

Escrutínio com outras delegações

O Uruguai passou por revista policial completa ao chegar ao estádio de Miami para a estreia. O Senegal foi submetido a rigorosas revistas na pista do aeroporto na Carolina do Norte. O Uzbequistão passou por inspeções com cães farejadores no centro de treinamento em Nova York.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar