A Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, promete ser a mais lucrativa da história para a Fifa. Com 104 partidas e quase 6,7 milhões de ingressos disponíveis, a entidade espera arrecadar mais de R$ 15 bilhões apenas com bilheteria e hospitalidade, superando com folga os R$ 4,8 bilhões registrados no Catar em 2022.
Preços dinâmicos e recordes de bilheteria
Os ingressos para o torneio estão sendo vendidos com preços dinâmicos, variando conforme a demanda e a fase da competição. Para a final, os valores chegam a ultrapassar US$ 2 mil (cerca de R$ 10 mil) nos setores mais caros. A estratégia, embora maximize a receita, tem gerado críticas de torcedores e órgãos de defesa do consumidor.
De acordo com a Fifa, a expectativa é que a receita total com ingressos e hospitalidade alcance US$ 3 bilhões (aproximadamente R$ 15 bilhões), um aumento de mais de 200% em relação ao Mundial de 2022. A entidade atribui o crescimento ao maior número de jogos e à capacidade dos estádios norte-americanos, que são significativamente maiores que os do Catar.
Investigação nos Estados Unidos
No entanto, a política de preços da Fifa chamou a atenção de autoridades nos EUA. O procurador-geral do estado de Nova York, Letitia James, abriu uma investigação para apurar possíveis práticas abusivas na venda de ingressos. "Estamos analisando se a Fifa está violando as leis de proteção ao consumidor ao adotar preços que excluem a maioria dos fãs", afirmou James em comunicado.
A Fifa, por sua vez, defende a estratégia. "Os preços refletem o valor único de assistir a uma Copa do Mundo ao vivo. Nosso objetivo é equilibrar a acessibilidade com a necessidade de financiar o futebol global", disse o secretário-geral da entidade, Mattias Grafström.
Impacto financeiro e críticas
A arrecadação recorde deve impulsionar o ciclo financeiro da Fifa para o período 2023-2026, projetado em US$ 11 bilhões. A receita com ingressos representa uma parcela significativa desse montante, ao lado de direitos de transmissão e patrocínios. Críticos, no entanto, apontam que a busca por lucro pode afastar os torcedores comuns. "A Copa está se tornando um evento para elites", declarou o presidente da associação de torcedores norte-americana, John Smith.
Apesar das controvérsias, a Fifa mantém a previsão de que todos os ingressos serão vendidos antes do início do torneio, em junho de 2026.



