A Copa do Mundo de 2026, agora com 48 seleções, é um retrato da globalização no futebol. Dados da Fifa revelam que 23% dos jogadores convocados não nasceram nos países que defenderão no torneio. Dos 1.248 atletas, 292 optaram por representar nações de seus ascendentes, um movimento que cresce a cada edição.
Naturalização e diáspora em alta
Entre 2025 e 2026, 20 jogadores escolheram trocar de seleção para honrar suas raízes familiares. Casos como o de Yasin Ayari, que defende a Tunísia, e Luca Zidane, goleiro da Argélia, ilustram essa tendência. A expansão do Mundial para 48 vagas ampliou as oportunidades para atletas que buscam um lugar em uma grande competição.
Impacto da globalização no futebol
O fenômeno reflete a mobilidade de jogadores e a busca por talentos na diáspora. Seleções como França, Inglaterra e Alemanha, que tradicionalmente contam com descendentes de imigrantes, veem seus atletas optarem por países de origem. A Fifa tem facilitado as mudanças de nacionalidade esportiva, desde que respeitados os critérios de vínculo familiar.
A Copa de 2026, portanto, não é apenas um torneio esportivo, mas um espelho das transformações sociais e culturais do século XXI, onde a identidade nacional se torna mais fluida e diversa.



