Congo celebra 66 anos de independência na véspera de mata-mata na Copa
Congo celebra independência antes de jogo decisivo na Copa

Na véspera de seu primeiro mata-mata em Copas do Mundo, os jogadores da República Democrática do Congo celebraram os 66 anos de independência do país, conquistada em 30 de junho de 1960, após 52 anos de domínio colonial belga. A data foi marcada por manifestações nas redes sociais e gestos simbólicos dentro e fora de campo.

Celebração e protesto unidos

O atacante Yoane Wissa, do Brentford, foi um dos primeiros a publicar uma mensagem: "Hoje celebramos nossa independência, mas também lembramos que a luta continua. Nosso povo merece paz e dignidade." A seleção congolesa aproveitou a visibilidade da Copa para protestar contra a violência e a pobreza que assolam o país, especialmente no leste, onde conflitos armados já deslocaram milhões de pessoas.

Em campo, os jogadores posaram para uma foto com uma faixa que dizia "66 anos de liberdade, 66 anos de luta", enquanto torcedores nas arquibancadas exibiam bandeiras nacionais. O gesto foi amplamente compartilhado nas redes sociais, gerando apoio de personalidades e organizações de direitos humanos.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Discurso de Lumumba inspira nova geração

Vários atletas relembraram o discurso histórico de Patrice Lumumba, primeiro-ministro do país após a independência, que em 1960 declarou: "Nunca mais seremos escravos." O meio-campista Samuel Moutoussamy afirmou: "Lumumba é nosso herói. Suas palavras nos lembram que a independência não foi um presente, mas uma conquista."

O técnico congolês, Sébastien Desabre, também se manifestou: "Esses jogadores são orgulhosos de suas raízes. Eles sabem que representam um país que sofre, mas que tem uma história de resistência." A seleção espera canalizar essa energia para o jogo decisivo contra o Uruguai, marcado para 1º de julho de 2026, no Estádio Nacional de Brasília.

Contexto histórico e atual

A República Democrática do Congo tornou-se independente da Bélgica em 30 de junho de 1960, após um período de colonização que começou em 1908, quando o rei Leopoldo II entregou o Congo ao Estado belga. O país enfrentou décadas de instabilidade política, guerras civis e pobreza, mas mantém uma rica herança cultural e um futebol vibrante.

Esta é a segunda participação da RD Congo em Copas do Mundo (a primeira foi em 1974, como Zaire). A classificação para as oitavas de final já é histórica, e os jogadores querem usar a competição para mostrar ao mundo a realidade do país. "Não somos apenas atletas, somos vozes do nosso povo", disse o capitão Chancel Mbemba.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar