Metáfora do rio expõe crise do futebol brasileiro
Em artigo publicado nesta quarta-feira, o ex-jogador e líder do Bom Senso Futebol Clube, Paulo André, utiliza a metáfora de um rio para analisar a atual situação do futebol brasileiro e criticar a gestão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Segundo ele, 'nenhum rio recupera suas margens começando pela foz', referindo-se à tentativa de resolver os problemas da seleção sem fortalecer as categorias de base.
Fragmentação do sistema esportivo
Paulo André argumenta que o futebol brasileiro precisa ser revitalizado desde suas origens: a rua, a várzea, o futsal e os clubes formadores. 'O desafio de quem conduz a CBF é construir um sistema capaz de ligar as águas, para que elas possam correr por todo o país', escreve. Atualmente, esses caminhos seguem fragmentados, impedindo o desenvolvimento pleno de talentos e a recuperação da confiança na seleção.
Eliminação precoce na Copa do Mundo
O artigo faz referência à eliminação do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, pela Noruega, resultando no 11º lugar. Para Paulo André, esse resultado é sintoma de um problema estrutural que não será resolvido apenas com mudanças na comissão técnica ou convocações pontuais. 'A força da seleção depende da saúde de todo o ecossistema do futebol nacional', afirma.
Responsabilidade da CBF
Paulo André conclui que cabe à CBF articular políticas integradas que conectem todos os níveis do esporte, desde a base até o profissional. 'Sem isso, continuaremos vendo rios que secam na foz', alerta. O texto é um convite à reflexão sobre o papel das entidades gestoras no fomento ao futebol de base e na construção de um futuro sustentável para a modalidade no país.



