Cafu: Ancelotti pode trazer consistência defensiva à seleção
Cafu: Ancelotti pode trazer consistência defensiva

Cinco anos. Esse é o período que Cafu conviveu com o atual técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti. O capitão do pentacampeonato mundial acredita que o italiano pode trazer a consistência defensiva tão necessária para a equipe.

Memórias de um pentacampeão

A imagem é inesquecível, tanto para ele quanto para todos nós: Cafu erguendo a taça, a seleção brasileira conquistando o pentacampeonato mundial, e o Jardim Irene, bairro onde nasceu em São Paulo, ganhando fama global graças à referência escrita pelo capitão em sua camisa amarelinha durante a cerimônia de premiação. Investido pela autoridade de quem disputou quatro Copas do Mundo e venceu duas, Cafu afirma: "Não falo da boca para fora quando digo que acredito na nossa seleção. Acho realmente que podemos conquistar o hexa". Ele completa: "Nosso time é bom, com atletas que defendem os principais clubes do mundo e, além disso, o Ancelotti é um treinador extremamente competente".

Trajetória de sucesso

Cafu ganhou protagonismo mundial em 1994, quando participou da final contra os italianos após a lesão do lateral Jorginho ainda no primeiro tempo da decisão. Até então, ele já havia construído uma trajetória de destaque no Brasil, conquistando muitos títulos sob o comando de Telê Santana no São Paulo, clube que o revelou. No clube paulista, ajudou a equipe a vencer o Mundial de 1992, ao lado de nomes como Zetti, Vítor, Adílson, Ronaldão, Ronaldo Luís, Pintado, Toninho Cerezo, Raí, Palhinha e Müller.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

O lateral, já reconhecido como um dos melhores do mundo, perderia a fatídica final de 1998 na França, mas conquistaria o título quatro anos depois no Japão. Ele ainda participaria da Copa do Mundo de 2006 na Alemanha.

Ancelotti e a defesa

O ex-jogador destacou que o treinador italiano pode ser um ativo importante para a seleção no mundial. Cafu trabalhou com Ancelotti durante cinco anos na Itália, quando o Milan era uma potência europeia e o Campeonato Italiano era o maior do mundo. "Acredito que, além da experiência, ele pode fazer a diferença na parte defensiva da nossa seleção, que, na minha opinião, é o setor ao qual precisamos dar maior atenção", afirmou. O Brasil estreia neste sábado na Copa do Mundo contra a seleção marroquina.

Outras seleções e estrelas

Questionado sobre as demais seleções, Cafu indicou que a França, mais uma vez, chega bem ao mundial. Os franceses, que um dia tiveram o genial Zinedine Zidane, hoje contam com a estrela do Real Madrid Kylian Mbappé, além de uma constelação de jogadores como Dembélé e o lateral Koundé. O eterno capitão do penta também acredita que duas seleções sul-americanas podem surpreender: a Colômbia e o Equador.

Sobre Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, as maiores estrelas do futebol nas últimas décadas, que participam pela última vez de uma Copa, Cafu comentou: "Não estamos falando de dois jogadores comuns. Juntos, eles somam 13 Bolas de Ouro. São astros, são fenomenais. Tenho certeza de que farão um grande torneio".

História e legado

Questionado se seria possível resumir em uma palavra seus dois títulos mundiais com a seleção brasileira, Cafu achou difícil a tarefa. Mesmo respondendo por troca de mensagens, a sensação é de que hesitou um pouco antes de escrever: "Orgulho" foi a palavra escolhida. Que esse sentimento volte agora ao país.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar