O vigilante Leandro Borges, de 38 anos, morador de Uberaba, no Triângulo Mineiro, está certo de que a Argentina vai levantar a taça da Copa do Mundo pela quarta vez neste domingo (19). Apesar de reconhecer que vencer a Espanha não será tarefa fácil, ele já definiu até a tatuagem que pretende fazer para homenagear o tetra da equipe sul-americana.
“Confesso que estou um pouco tenso, mas acredito que vai dar tudo certo. Vai ser difícil, como foi desde o começo, mas vamos ser campeões. Eu até já falei com o tatuador sobre a tatuagem, só não marquei a data ainda”, relatou ao g1.
Amor pela Argentina marcado na pele
O amor pela Seleção Argentina já está marcado na pele de Leandro, que tem tatuado em um dos braços o nome de Maradona. O vigilante também exibe a sigla da Associação do Futebol Argentino (AFA) e o escudo do River Plate, demonstrando que a admiração vai além do ídolo do futebol.
Pé-quente, o brasileiro acertou não só o placar da semifinal, vencida pela Argentina por 2 a 1 sobre a Inglaterra na última quarta-feira (15), como também previu que o gol da vitória sairia nos minutos finais da partida. Para a grande final, Leandro prefere ser mais cauteloso. O vigilante aposta em uma vitória apertada e não descarta que a decisão seja definida até mesmo nos pênaltis.
“Em uma final é complicado porque é um jogo que é decidido nos detalhes. Mas acredito que a Argentina vai ganhar de 1 a 0. Agora é hora de aparecer alguém que ninguém espera. Acho que o gol vai ser do Leandro Paredes, o volante, mas, se ele não for escalado, talvez do Julian Alvarez. Ou vai para os pênaltis, para dar mais emoção!”, especulou.
Família questiona torcida rival
A relação de Leandro com a Argentina não é aprovada pela família. De acordo com o vigilante, que tem dois filhos, os próprios familiares o chamam de "maluco" por declarar torcida à rival histórica da Seleção Brasileira. “Eles acham que sou maluco por torcer para a Argentina. São contra, mas respeitam. E eu não me incomodo mais com os comentários, é o que passo há muito tempo aqui no bairro.”
Leandro se encantou pelo futebol argentino aos 13 anos, atraído pela garra da equipe e pela paixão da torcida. O encantamento do menino não apenas resistiu à rivalidade entre brasileiros e argentinos ao longo dos anos, como também ultrapassou as fronteiras do esporte. Hoje, o vigilante torce para o River Plate, mas também é um entusiasta da cultura, da língua e da gastronomia argentinas.
“Eu escuto as músicas de lá e vejo todos os jogos com a narração de espanhóis. O churrasco que faço em família aqui em casa também é do jeito deles. Até falo um pouco de espanhol, que aprendi acompanhando tudo de lá. Eu nunca fui à Argentina, mas é o meu sonho!”, concluiu.



