Brasil x Escócia na Copa 2026: folga não é obrigatória por lei
Brasil x Escócia na Copa: folga não é obrigatória

O terceiro jogo do Brasil na Copa do Mundo 2026 acontece nesta quarta-feira, às 19h30, contra a Escócia. Apesar da expectativa dos torcedores, a legislação trabalhista brasileira não assegura folga aos trabalhadores para acompanhar a partida. Empresas podem flexibilizar horários, mas não são obrigadas por lei.

O que diz a lei?

De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), não há previsão de dispensa do expediente para eventos esportivos. A decisão de liberar ou não os funcionários cabe exclusivamente ao empregador. Especialistas trabalhistas recomendam que o diálogo entre as partes seja a principal ferramenta para evitar conflitos.

“A legislação não obriga o empregador a conceder folga, mas incentiva a negociação. O ideal é que haja um acordo prévio, como compensação de horas ou banco de horas”, afirma a advogada trabalhista Carla Mendes, do escritório Mendes & Associados.

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Ponto facultativo no Rio

No Rio de Janeiro, a prefeitura decretou ponto facultativo para servidores municipais na data do jogo. A medida, porém, não se estende aos trabalhadores da iniciativa privada. “Cada município pode decidir sobre seus servidores, mas a regra geral para o setor privado permanece a mesma”, explica o Ministério do Trabalho em nota.

Em São Paulo, nenhuma medida similar foi adotada. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) orientou as empresas a avaliarem caso a caso, priorizando o bom senso.

Riscos de faltar ao trabalho

Faltar ao trabalho sem justificativa pode resultar em advertência, suspensão ou até demissão por justa causa, dependendo do impacto na empresa. “Se a ausência for considerada grave, como em funções essenciais, a demissão é possível”, alerta o advogado trabalhista Ricardo Oliveira.

Uma pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada em junho de 2026, mostra que 68% dos brasileiros pretendem assistir ao jogo, mas apenas 22% têm folga garantida. Entre os que trabalham, 45% afirmaram que negociaram horários alternativos com os empregadores.

Alternativas para torcer

Empresas que desejam manter a produtividade podem adotar medidas como: liberar os funcionários mais cedo, permitir a transmissão do jogo no local de trabalho ou instituir regime de home office no dia da partida. “A flexibilidade é uma tendência que beneficia ambos os lados”, conclui Carla Mendes.

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