Bélgica arrasa EUA e frustra manobra de Trump na Copa do Mundo 2026
Bélgica arrasa EUA e frustra manobra de Trump na Copa

A Bélgica aplicou uma goleada histórica de 4 a 0 sobre os Estados Unidos nesta terça-feira, em partida válida pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, frustrando a manobra política do presidente Donald Trump, que esperava usar o desempenho da seleção anfitriã para impulsionar sua imagem às vésperas das eleições de meio de mandato.

Bélgica domina do início ao fim

Com gols de Kevin De Bruyne, Romelu Lukaku (2) e Youri Tielemans, a Bélgica não deu chances aos norte-americanos. O primeiro gol saiu aos 12 minutos do primeiro tempo, após uma troca de passes rápida que desmontou a defesa dos EUA. Lukaku ampliou ainda na etapa inicial, e na segunda metade os belgas selaram a vitória com mais dois gols, um deles de falta.

A seleção americana, que havia avançado em segundo lugar no grupo, não conseguiu impor seu jogo e finalizou apenas duas vezes ao gol adversário. O técnico Gregg Berhalter reconheceu a superioridade belga: “Eles foram melhores em todos os aspectos. Não conseguimos executar nosso plano de jogo.”

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Trump tentou usar Copa para ganho político

O presidente Donald Trump vinha utilizando a Copa do Mundo como vitrine política, participando de cerimônias de abertura e visitando delegações, além de discursar sobre o “espírito americano” associado ao torneio. A eliminação precoce dos EUA, no entanto, enfraquece essa estratégia.

“Trump esperava que uma campanha vitoriosa na Copa alavancasse sua popularidade, mas a goleada sofrida pela Bélgica expõe a fragilidade do projeto esportivo americano e político do presidente”, analisou o cientista político James Peterson, da Universidade de Georgetown.

Nas redes sociais, a hashtag #TrumpFailed trended nos Estados Unidos, com críticas à gestão do governo no esporte.

Impacto na classificação e próximos jogos

Com a vitória, a Bélgica avança às quartas de final, onde enfrentará a Espanha, que eliminou Portugal nos acréscimos. O jogo está marcado para o próximo sábado, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.

Já os EUA se despedem da Copa em casa, repetindo o desempenho de 1994, quando também caíram nas oitavas. A eliminação deve gerar pressão sobre a Federação de Futebol dos EUA e possivelmente sobre o técnico Berhalter.

Reações e análises

A imprensa internacional destacou a “humilhação” americana. O jornal francês L’Équipe chamou a partida de “um nocaute político e esportivo”. Já o britânico The Guardian afirmou que “a Bélgica não só eliminou os EUA, mas também a esperança de Trump de surfar na onda da Copa”.

Nas arquibancadas, torcedores americanos deixaram o estádio visivelmente frustrados. “É uma vergonha. Esperávamos muito mais, especialmente com o presidente apoiando tanto o time”, disse o torcedor Mike Johnson, de Ohio.

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