O Atlético-MG demonstrou, mais uma vez, ser um time limitado dentro das quatro linhas. O empate por 1 a 1 com o Bahia, na Arena MRV, pelo Campeonato Brasileiro, evidenciou a oscilação da equipe na partida e a falta de peças para solucionar problemas. Sem reforços, o Galo parece não ter forças para a sequência da temporada.
Primeiro tempo promissor, segundo tempo de queda
O desenho do jogo foi bastante parecido com aquele já testemunhado antes da pausa para a Copa do Mundo. O time traz intensidade, cria boas jogadas no primeiro tempo, mas cai de rendimento na segunda etapa e sofre defensivamente. O Bahia demorou para finalizar, enquanto o Atlético foi intenso e ameaçou o goleiro adversário com Cuello, Bernard e Cassierra, mas pecou nas conclusões.
Foi aí que o tricolor apareceu. O visitante encontrou chances em algumas falhas: uma com passe errado de Lyanco e depois, quando saiu na frente em corrida pelo lado esquerdo. Everson fez defesas difíceis para impedir.
Gol de Ruan Tressoldi e heroi que virou vilão
O Atlético foi melhor em campo, teve mais posse de bola e esteve mais organizado. Por isso, foi coroado com gol já nos acréscimos de Ruan Tressoldi, de cabeça. Uma arma do Galo que funcionou bem no primeiro turno: a bola aérea dos zagueiros.
No entanto, o Bahia voltou do intervalo com mais intensidade e velocidade. O Galo, por sua vez, diminuiu o ritmo. Tomado pelo espírito de Eduardo Domínguez, o time passou a se defender mais, baixou as linhas e deixou a equipe visitante jogar. Herói no primeiro tempo, Tressoldi se tornou vilão no gol sofrido. O zagueiro errou no domínio e cedeu a bola ao Bahia. Não correu. Lyanco ficou vendido no lance e também não conseguiu marcar Ademir, que fez jus à "lei do ex" e empatou após cruzamento de Nestor.
Problemas estruturais: falta de peças e adaptação
A partir daí, o Atlético até acumulou algumas chances. Novamente, esbarrou em um problema que já era perceptível no primeiro turno: a falta de peças para renovar o time em campo. Atuando pela esquerda, o zagueiro Lyanco ainda não parece adaptado a esse lado. Único reforço até aqui, Léo Duarte também é destro. Vitor Hugo é o único zagueiro canhoto do elenco. O Atlético, contudo, não pretende buscar outro nome para a posição.
A mesma situação no meio de campo: o primeiro volante ainda não está encaixado, e Tomás Pérez é o único nome da função. Também faltam peças no setor ofensivo. Cassierra desperdiçou três chances — em uma delas, teve espaço e tempo para chutar da meia-lua, mas bateu fraco na bola.
Técnico admite busca por centroavante, diretoria freia investimentos
No banco de reservas, Domínguez não encontrou um substituto. Em coletiva, o treinador deixou claro que a diretoria busca um centroavante no mercado para esta janela de transferências. Diante do Bahia, as alterações feitas não modificaram o esquema tático e pouco renovaram os ares. Pelo contrário: a equipe perdeu força.
Outro problema: o Atlético também não tem um jogador que pode entrar para resolver os problemas e dar leveza aos companheiros. No fim da partida, o Galo ainda sofreu com o Bahia, que arriscou com bola na trave e assustou Everson.
Torcida manifesta insatisfação
No apito final, a torcida atleticana mostrou insatisfação e xingou a família Menin, acionistas majoritários da SAF. A mensagem dos bilionários, por ora, é que o Atlético não fará grandes investimentos. Em campo, o recado é outro: o time mostra limitações e a necessidade de contratações para competir nas três competições que tem no calendário.



