A Argentina derrotou a Inglaterra por 2 a 1 na prorrogação, em partida válida pela semifinal da Copa do Mundo de 2026. O gol decisivo foi marcado por Lautaro Martínez, de cabeça, nos acréscimos do tempo extra. Com o resultado, a equipe de Lionel Scaloni garantiu vaga na final do torneio, onde enfrentará a Espanha no domingo.
Campanha de superação
Na Copa mais longa da história, com sete jogos até a final, a Argentina levou o desgaste ao limite. No mata-mata, venceu dois jogos na prorrogação — contra Cabo Verde, na segunda fase, e Suíça, nas quartas — e outros dois de virada, marcando nos acréscimos os gols decisivos contra Egito (oitavas) e Inglaterra (semifinal). Essas façanhas tornam-se ainda mais admiráveis por se tratar de uma Argentina que desafia o tempo.
Elenco experiente
A seleção de Scaloni é uma das mais velhas da Copa. A média de idade do elenco é de 28,6 anos, a oitava maior entre as 48 seleções do Mundial de 2026. Considerando apenas os titulares, o time fica ainda mais experiente: segundo dados do Gato Mestre do ge, a Argentina disputou os sete jogos com média de 29,8 anos na equipe titular, a quarta mais alta, atrás de Irã (32 anos), Cabo Verde (31,2) e Colômbia (30,7).
Scaloni convocou 17 jogadores campeões no Mundial de 2022, e a experiência do grupo é um dos trunfos na busca pelo tetracampeonato. “A experiência dos nossos jogadores é a experiência de quem está na segunda decisão (de Copa). Ao final, quando a bola começa a rolar, os jogadores se esquecem da pressão”, afirmou o treinador em entrevista coletiva.
Jogadores acima dos 30 anos
Dos 26 convocados, apenas três têm até 23 anos: Valentin Barco (21), Nico Paz (21) e Giuliano Simeone (23). Oito estão acima dos 30, incluindo quatro titulares: o goleiro Emiliano Martínez (33), o lateral Nicolás Tagliafico (33), o volante Rodrigo de Paul (32) e o capitão Lionel Messi, que brilha aos 39 anos, completados durante a Copa.
Espanha aposta na juventude
A adversária da final, Espanha, aposta na juventude, com média de 26,2 anos no elenco, a sexta menor da Copa. Além de experiente, a Argentina desafia outra característica do futebol atual: em uma época que valoriza a força, a atual campeã chegou à final sendo a quinta equipe mais baixa do torneio, com média de 1,79m. Apenas México, Catar (ambos com 1,79m), África do Sul e Arábia Saudita (1,78m) têm médias iguais ou inferiores.
Gols de cabeça dos baixinhos
Lionel Messi está entre os mais baixos, com 1,70m, mesma altura de Julián Álvarez, Thiago Almada e Nico Tagliafico. Defensores como Lisandro Martínez, Gonzalo Montiel e Nahuel Molina têm 1,75m. Mesmo assim, gols importantes foram marcados de cabeça: Lautaro Martínez (1,74m) decretou a vitória sobre a Inglaterra, e Enzo Fernández (1,78m) encerrou a virada contra o Egito.
A Espanha também valoriza o talento dos baixinhos: com média de 1,81m, é a 31ª mais alta da Copa, 13 posições acima da Argentina (44ª). Scaloni comentou: “Os padrões das duas equipes são evidentes. Os dois times jogam a partir da posse de bola, cada um com suas características. Tentamos ser fortes com a bola, e nisso somos semelhantes. Espero que seja um grande espetáculo”.



