Argentina pode ser campeã com 100% de aproveitamento na final contra a Espanha
Argentina busca 100% de aproveitamento na final da Copa

A final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina marca a despedida de Lionel Messi das Copas do Mundo. Em busca do tetracampeonato, a Argentina pode alcançar um feito raro na história: vencer todos os jogos da competição. Caso derrote a Espanha na final deste domingo, no tempo normal ou na prorrogação, a seleção argentina levantará a taça com 100% de aproveitamento, tornando-se a primeira a vencer oito partidas em uma única edição do Mundial.

Campanha invicta da Argentina

Na atual edição, a Copa do Mundo passou a contar com 48 seleções e um mata-mata adicional, exigindo que o campeão atue em oito jogos. A Argentina venceu todos até agora: na fase de grupos, superou Argélia (3 a 0), Áustria (2 a 0) e Jordânia (3 a 1). Na segunda fase, precisou da prorrogação para vencer Cabo Verde por 3 a 2. Nas oitavas, outra virada por 3 a 2 sobre o Egito. Nas quartas, venceu a Suíça por 3 a 1, também na prorrogação. Na semifinal, nova virada sobre a Inglaterra por 2 a 1.

Feito raro na história das Copas

Vencer todas as partidas de uma Copa do Mundo é um feito que ocorreu apenas quatro vezes: Uruguai em 1930 (4 jogos), Itália em 1934 (4 jogos), Brasil em 1970 (6 jogos) e Brasil em 2002 (7 jogos). A última vez foi em 2002, quando o Brasil venceu seus sete jogos no tempo normal. Agora, a Argentina pode ser a primeira a conseguir o feito em uma edição com oito partidas.

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"É um orgulho enorme representar meu país e buscar esse título com 100% de aproveitamento", disse Messi em entrevista coletiva. "Sabemos que será difícil contra a Espanha, mas estamos confiantes."

Curiosidade: do pior ao melhor aproveitamento

Se conquistar a Copa no domingo sem pênaltis, a Argentina terá 100% de aproveitamento no Mundial seguinte ao que teve o pior rendimento entre campeões. Na edição de 2022, no Catar, o título veio com quatro vitórias, dois empates e uma derrota, aproveitamento de apenas 66,6% – inferior ao da vice-campeã França (76,2%). Nos outros títulos argentinos, o aproveitamento foi de 90,4% em 1986 (seis vitórias e um empate) e 76,2% em 1978 (cinco vitórias, um empate e uma derrota).

A Espanha, por sua vez, busca o bicampeonato após vencer em 2010. A final promete ser um duelo histórico, marcando a despedida de Messi das Copas e a possibilidade de um feito inédito.

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