A Espanha conquistou a Copa do Mundo de 2026 ao derrotar a Argentina na final, com uma campanha que destacou o planejamento de longo prazo, a identidade de jogo clara e o fortalecimento do coletivo. Esses pilares contrastam fortemente com a situação do futebol brasileiro, que viu sua seleção ser eliminada nas oitavas de final pela Noruega. A seguir, os cinco principais aprendizados que a campeã mundial oferece ao Brasil.
Planejamento de longo prazo como alicerce
A Federação Espanhola de Futebol manteve uma linha de trabalho consistente ao longo dos últimos ciclos, com investimentos na base e na formação de treinadores. Enquanto a Espanha colhe os frutos de um projeto iniciado há mais de uma década, o Brasil enfrenta descontinuidades técnicas e administrativas. A aposta em um modelo de jogo que começa nas categorias de base e se reflete na seleção principal foi essencial para o título.
Identidade de jogo inabalável
A Espanha não abriu mão de seu estilo de posse de bola e pressão alta, mesmo diante de adversários difíceis. O técnico Luis de la Fuente, no comando desde 2022, consolidou uma filosofia que todos os jogadores conhecem e executam. No Brasil, a troca frequente de treinadores e a ausência de uma identidade definida têm gerado resultados inconsistentes em competições importantes.
Coletivo acima do individual
Diferentemente de seleções que dependem de estrelas, a Espanha de 2026 se destacou pelo funcionamento coletivo. Jogadores como Pedri, Gavi e Rodri atuaram em sintonia, sem protagonismo excessivo. O futebol brasileiro, por outro lado, ainda busca equilibrar o talento individual com a necessidade de um conjunto coeso, algo que ficou evidente na eliminação precoce para a Noruega.
Formação integrada ao estilo de jogo
A base espanhola é treinada para se adaptar ao mesmo sistema tático da seleção principal. Clubes como Barcelona e Real Sociedad contribuem com atletas prontos para o esquema. No Brasil, a formação de jogadores muitas vezes não prioriza a adaptação a um modelo único, gerando dificuldades de encaixe na seleção.
Continuidade no comando técnico
Luis de la Fuente permaneceu no cargo por quatro anos, tempo suficiente para implementar suas ideias. A estabilidade contrasta com a rotatividade na seleção brasileira, que teve três treinadores desde 2022. A confiança no trabalho de longo prazo foi um diferencial para a Espanha alcançar o título mundial.
Para o Brasil, as lições são claras: é preciso investir em planejamento, definir uma identidade e priorizar o coletivo. Enquanto isso não ocorrer, o futebol brasileiro continuará a ver outras seleções celebrarem o sucesso que um dia foi seu.



