Deschamps se despede da França após eliminação na Copa para Espanha
Deschamps deixa França após eliminação na semifinal da Copa

Didier Deschamps comandou a França pela penúltima vez nesta terça-feira, 14, durante a derrota por 2 a 0 para a Espanha que custou a eliminação na semifinal da Copa do Mundo. Depois do jogo de definição do terceiro lugar, com adversário a ser definido, encerrará um duradouro trabalho de 14 anos, cujo ponto alto foi a conquista da Copa do Mundo de 2018.

Despedida de um ciclo vitorioso

Também levou a seleção francesa a um título da Liga das Nações da Uefa, em 2021, em meio a muitas decepções. Ter alcançado a taça mais cobiçada do futebol deixa o saldo positivo para Deschamps, mas a eliminação na atual edição do Mundial evoca as frustrações anteriores, mesmo que o embate com os espanhóis estivesse sendo tratado como uma final antecipada.

O treinador teve em mãos uma geração brilhante e extraiu dela um bom futebol, considerado o melhor da Copa até a atuação apagada desta terça. Em outros momentos de sua gestão, não conseguiu aproveitar tão bem os talentos, a exemplo do que aconteceu na Eurocopa de 2020, disputada em 2021 por causa da pandemia e na qual os franceses foram eliminados precocemente nas oitavas de final, derrotados pela Suíça nos pênaltis.

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França dominada pela Espanha

Na Euro de 2016, a França de Deschamps chegou à final e perdeu para Portugal. Ao participar do torneio europeu pela última vez, em 2024, caiu nas semifinais para a Espanha, sua grande algoz, ao perder por 2 a 1. Também foi eliminada pelos espanhóis na Liga das Nações 2024/2025, em semifinal frenética na qual acabou superada por 5 a 4. Em Copas do Mundo, a jornada do treinador sob o comando da seleção francesa começou com uma eliminação nas quartas de final de 2014 para a Alemanha, que venceu o duelo por 1 a 0 e mais tarde se tornaria campeã no Maracanã. Então, veio o título de 2018, em final contra a Croácia no Mundial da Rússia, onde Mbappé se consolidou como um dos grandes nomes do futebol mundial.

Deschamps e seus jogadores tiveram a chance de conseguir o bicampeonato em 2022, mas acabaram perdendo o título para a Argentina de Lionel Messi, nos pênaltis, depois de um animado 3 a 3 na soma do tempo regulamentar e prorrogação.

Futuro promissor e sucessão

Depois da queda na Copa de 2026, apesar da decepção, a França tem um futuro promissor, afinal possui uma geração de jogadores com idade para disputar também a Copa de 2030 - caso de Mbappé, Dembélé e Olisé. Resta saber quem os comandará no lugar de Didier Deschamps, treinador com mais jogos na história da Copa. São 26 partidas.

“Você nunca quer que as coisas boas acabem, mas você precisa saber quando dizer ‘chega’. Há uma vida depois disso. Não sei qual será ela, mas sei que será muito boa também. Ter estado aqui por tanto tempo e ir até 2026, vão ser 14 anos, é muita coisa também”, afirmou o treinador em janeiro, quando anunciou que deixaria o comando da seleção depois da Copa. O favorito para ocupar o cargo de técnico da França no próximo ciclo é Zinedine Zidane, campeão mundial como jogador em 1998. Ele não trabalha como treinador desde que deixou o Real Madrid, em 2017. Antes de a Federação Francesa revelar o tão esperado nome, a seleção de Deschamps enfrenta no sábado, às 18 horas (de Brasília), a equipe que sair derrotada do duelo entre Argentina e Inglaterra, marcado para as 16 horas de quarta-feira.

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