Argentina vira sobre Inglaterra e enfrenta Espanha na final da Copa do Mundo
Argentina vira sobre Inglaterra e enfrenta Espanha na final

A Argentina virou sobre a Inglaterra e vai enfrentar a Espanha na final da Copa do Mundo, neste sábado, às 16h (de Brasília), em Nova Jersey. A partida marca o encontro de duas seleções que buscam o título mundial: a Argentina, atual campeã, e a Espanha, que tenta o bicampeonato sob o comando de Luis de la Fuente.

Trajetória de Luis de la Fuente na Espanha

Há quatro anos, Luis de la Fuente, desconhecido para muitos no mundo do futebol, assumiu a Espanha frustrada por uma eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2022. Ele substituiu o já multivencedor Luis Enrique, atual bicampeão da Champions League com o PSG. Ao longo do ciclo, o técnico levou La Roja a vencer a Eurocopa, a igualar a maior invencibilidade da história de seleções e agora disputa o título da Copa do Mundo.

Uma trajetória que não surpreendeu ao próprio treinador. Se hoje ele diz comandar a "melhor equipe do mundo", ao iniciar seu trabalho deu uma resposta firme ao ser escolhido para o cargo pela federação espanhola de futebol: – Se houver alguém que conheça o futuro do futebol espanhol, sou eu, para que vocês saibam quem toma as rédeas da seleção – declarou, na sua entrevista de apresentação, dia 12 de dezembro de 2022.

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Experiência na base e conhecimento dos jogadores

Embora não tenha tido um largo histórico como técnico de clubes, De la Fuente trabalha há 12 anos na federação do país. Lateral-esquerdo de Athletic Bilbao, Sevilla e Alavés entre 1978 e 1994, ele iniciou a carreira como técnico em 1997, no Portugalete, da Espanha. Comandou equipes de base no Athletic Bilbao e teve uma curta passagem à frente do Alavés, em 2011. Em 2013, assumiu a seleção sub-19 e passou também pela sub-21 e olímpica antes de chegar à equipe principal. Neste caminho, perdeu a final da Olimpíada de Tóquio para o Brasil, há cinco anos.

O trabalho na formação da Espanha fez com que Luis de la Fuente convivesse desde a base com nomes que hoje são parte da finalista da Copa do Mundo, como Unai Simón, Cucurella, Rodri, Fabián Ruiz, Dani Olmo, Pedri e Mikel Merino. É este o motivo que fez o técnico dar tal declaração ao ser apresentado.

Estilo de liderança e ambiente no vestiário

– Não quis parecer pretencioso, só constatei uma realidade. Vai ter gente que pode conhecer como eu, mas meu trabalho tinha que estar perfeitamente informado de quais são os melhores jogadores das últimas dez gerações – detalhou, em entrevista ao jornal El País.

Sem a fama que seu antecessor Luis Enrique carregava, Luis de la Fuente apostou na convivência desde a juventude com os atletas que prepararia o ciclo para a Copa do Mundo de 2026 e um estilo de trabalho muito baseado na união e bom ambiente no vestiário. – Há muitos tipos de liderança. Eu gosto de liderar apelando para a inteligência, para a reflexão. Ser duro? Quando tiver que ser, sou. Mas o que é ser duro? Eu quero poder olhar para alguém nos olhos e dizer o que penso, e que a pessoa também diga o que pensa me olhando nos olhos – reforçou.

Títulos, recordes e meta mais próxima

Campeão da Eurocopa sub-19 e sub-21, De la Fuente tem mantido a rotina de conquistas pela equipe principal. Em 2023, comemorou o título da Liga das Nações, e em 2024, novamente da Euro. Na campanha que levou a Espanha até a Copa do Mundo, ele ajudou a equipe a igualar a Itália com a maior invencibilidade de uma seleção na história: 37 jogos. Caso não seja derrotada pela Argentina neste domingo, irá se isolar com 38. A seleção não perde um jogo há mais de dois anos. A última vez foi em março de 2024, quando tomou 1 a 0 da Colômbia em amistoso disputado em Londres. Desde então, são 28 vitórias e nove empates, com 94 gols marcados e 28 sofridos.

Com um estilo de jogo que tem como base a posse de bola, De la Fuente tenta levar La Roja ao bicampeonato do mundo. E assim, cumprir o que prometia ao iniciar este ciclo, em 2022: – Quero recuperar o espírito de 2010, que haja 48 milhões de jogadores na Espanha que dão tudo por este time, por esta camisa – declarou, lembrando do único título mundial da seleção. Falta um jogo para igualar o feito.

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