EUA tentam quebrar tabu contra europeus na Copa do Mundo 2026
EUA tentam quebrar tabu contra europeus na Copa

A seleção dos Estados Unidos entra em campo nesta quarta-feira, às 21h (horário de Brasília), para enfrentar a Bósnia e Herzegovina pelas oitavas de final da Copa do Mundo 2026, com a missão de quebrar um longo tabu: não vence uma seleção europeia há cinco anos. O técnico Mauricio Pochettino, no entanto, minimiza a chamada 'maldição' e trata a sequência negativa como mera coincidência.

Jejum contra europeus

Os Estados Unidos não derrotam uma equipe da Europa desde 2021, quando superaram a Costa do Marfim em amistoso — mas o adversário era africano. O último triunfo contra um europeu foi em 2019, contra a Itália, também em amistoso. Desde então, foram cinco derrotas e três empates em oito partidas contra times do Velho Continente, incluindo jogos oficiais e preparatórios.

Na atual Copa, os EUA passaram em segundo lugar no grupo, com uma vitória sobre o Japão (2 a 1), empate com a França (1 a 1) e derrota para a Inglaterra (0 a 2). O desempenho contra europeus no torneio foi de um empate e uma derrota.

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Pochettino minimiza 'maldição'

Em entrevista coletiva, Pochettino afirmou que o tabu não o preocupa. 'Não acredito em maldições. Futebol é sobre momentos e circunstâncias. Já treinei na Europa e conheço bem o estilo de jogo. Não vejo nenhum problema específico em enfrentar europeus', declarou o argentino, que comandou Tottenham e Paris Saint-Germain antes de assumir os EUA.

Ele ressaltou que a equipe está preparada: 'Temos jogadores talentosos, muitos atuam em ligas europeias. O importante é impor nosso jogo e respeitar o adversário.'

Bósnia, a surpresa

A Bósnia chega às oitavas pela primeira vez na história, após se classificar em terceiro no grupo, com uma vitória sobre a Coreia do Sul (2 a 0), empate com o México (1 a 1) e derrota para a Alemanha (0 a 3). A equipe dos Bálcãs é considerada azarã, mas Pochettino pede cautela: 'Eles não estão aqui por acaso. Têm jogadores experientes e um bom sistema tático. Vamos tratá-los com o máximo respeito.'

Favoritismo e cautela

Os EUA são apontados como favoritos pelas casas de apostas, mas o técnico evita excesso de confiança. 'Favoritismo não ganha jogo. Temos que mostrar dentro de campo. A Bósnia vai lutar, e precisamos estar concentrados do início ao fim', afirmou.

A partida será realizada no estádio MetLife, em Nova Jersey, com capacidade para 82 mil torcedores. O vencedor enfrentará nas quartas o ganhador do duelo entre Brasil e Suécia.

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