Copa 2026: protocolo de raios paralisa jogos nos EUA
Copa 2026: protocolo de raios paralisa jogos nos EUA

O protocolo de segurança contra raios adotado na Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos, prevê a interrupção imediata das partidas diante do risco de tempestades elétricas. O sistema, que foi reforçado ao longo de décadas após acidentes fatais e centenas de mortes provocadas por descargas elétricas, utiliza sensores para detectar tempestades a até 13 quilômetros dos estádios.

Como funciona o protocolo?

De acordo com as diretrizes estabelecidas, quando os sensores identificam uma tempestade elétrica dentro do raio de 13 km, o jogo é imediatamente suspenso. A retomada só ocorre após 30 minutos sem novas ocorrências de raios na área. O protocolo é baseado em um histórico de 492 mortes por raios registradas entre 2006 e 2024 nos Estados Unidos, segundo dados oficiais.

Histórico de tragédias

O sistema foi desenvolvido e aprimorado após acidentes fatais em eventos esportivos. Um dos casos mais marcantes ocorreu em 1991, quando um raio atingiu um estádio de futebol americano em Nebraska, matando um jogador e ferindo outros. Desde então, as ligas esportivas americanas, incluindo a NFL e a MLB, adotaram protocolos rigorosos. A FIFA, para a Copa de 2026, incorporou essas práticas para garantir a segurança de atletas e público.

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Impacto na programação

A interrupção por raios pode atrasar partidas e gerar remarcações, mas a prioridade é a segurança. Os estádios da Copa de 2026, como o Lincoln Financial Field, na Filadélfia, estão equipados com sistemas de alerta e abrigos para jogadores e torcedores. A medida é vista como essencial, considerando que os EUA têm uma das maiores incidências de raios do mundo, com cerca de 20 milhões de descargas por ano.

Segundo especialistas em meteorologia, o protocolo é eficaz e já evitou tragédias em eventos anteriores. "A segurança é inegociável", afirmou um porta-voz do comitê organizador da Copa. "Preferimos interromper um jogo do que colocar vidas em risco."

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