A Fórmula 1 anunciou novas regras técnicas para os motores a partir de 2027, com foco em aumentar a potência dos motores de combustão interna e reduzir a dependência da eletrificação. A mudança será implementada em duas fases, com o objetivo de atingir, em 2028, uma divisão de 60% da potência vinda do motor a combustão e 40% do sistema elétrico.
Detalhes das novas regras
De acordo com o comunicado oficial, a decisão foi tomada em acordo entre a Federação Internacional de Automobilismo (FIA), as equipes e os fabricantes de motores. A medida visa simplificar a gestão energética dos carros, tornando as unidades de potência mais acessíveis e reduzindo custos.
Primeira fase: 2027
Na primeira fase, a partir de 2027, os motores de combustão interna terão sua potência aumentada, enquanto a contribuição elétrica será reduzida. A expectativa é que a relação potência/combustão e elétrica se aproxime de 50/50.
Segunda fase: 2028
Já em 2028, a segunda fase estabelecerá uma divisão de 60% da potência proveniente do motor a combustão e 40% do sistema elétrico. Essa mudança representa um afastamento da tendência anterior de maior eletrificação, que vinha sendo discutida para 2026.
Impacto e próximos passos
As alterações ainda precisam ser ratificadas pelo Conselho Mundial do Esporte a Motor da FIA, mas já foram bem recebidas por equipes e fabricantes. A simplificação do sistema energético deve reduzir a complexidade técnica e os custos de desenvolvimento, além de manter o espetáculo das corridas com motores mais potentes e ruidosos.
George Russell, piloto da Mercedes, comentou: "É uma evolução importante para a Fórmula 1, equilibrando tradição e inovação." A nova regulamentação promete manter a competição acirrada e atrair novos fabricantes interessados em motores de combustão.



