Luisa Stefani fez história ao se tornar a primeira brasileira na Era Aberta a disputar uma final de duplas femininas em Wimbledon. Ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, a tenista paulista venceu a dupla formada pela japonesa Shuko Aoyama e a taiwanesa Liang En-Shuo por 2 sets a 0, com parciais de 6/4 e 6/2, em partida realizada na quadra central do All England Club.
Um feito inédito para o Brasil
A última vez que uma brasileira chegou tão longe no torneio inglês foi Maria Esther Bueno, que conquistou o título de duplas em 1967, antes da profissionalização formal do esporte. Com a vitória, Stefani iguala o feito de Bueno e agora busca o primeiro título de Grand Slam de sua carreira. A final está marcada para este domingo, às 11h (horário de Brasília), contra as norte-americanas Caroline Dolehide e Desirae Krawczyk.
Campanha de destaque
Stefani e Dabrowski, que formam a quarta melhor dupla do mundo, tiveram uma campanha sólida em Wimbledon. Elas venceram todas as partidas em sets diretos, mostrando entrosamento e consistência. Nas quartas de final, derrotaram as cabeças de chave número 2, as australianas Storm Hunter e Ellen Perez, por 6/3 e 7/5. Na semi, superaram as experientes Aoyama e Liang, que haviam eliminado as favoritas.
Impacto no ranking mundial
Com a classificação para a final, Stefani já garantiu pelo menos o sexto lugar no ranking mundial de duplas, mas se vencer o título, pode alcançar o quinto posto, tornando-se a primeira brasileira no top 5 da modalidade. Atualmente, ela ocupa a nona posição. A parceria com Dabrowski, que já foi número 1 do mundo, tem rendido frutos: juntas, conquistaram o WTA 1000 de Madri e o WTA 500 de Charleston nesta temporada.
Declarações da tenista
Após a vitória, Stefani comemorou: "É um sonho realizado. Jogar uma final de Wimbledon é algo que sempre almejei. Estou muito feliz por representar o Brasil e por ter a Gabi ao meu lado. Vamos lutar pelo título." A canadense também elogiou a parceira: "Luisa é uma guerreira. Temos uma química incrível em quadra e acredito que podemos vencer."
Expectativas para a final
A final deste domingo promete ser equilibrada. Dolehide e Krawczyk, cabeças de chave número 6, também vêm de uma campanha consistente. Elas eliminaram as cabeças de chave número 1, as tchecas Barbora Krejcikova e Kateřina Siniaková, nas quartas de final. Stefani e Dabrowski, no entanto, levam vantagem no histórico de confrontos diretos: venceram as duas vezes que se enfrentaram, ambas neste ano.



