SBT recebe nota 0 em crítica por trocas incessantes na programação
SBT recebe nota 0 por trocas incessantes na grade

O SBT foi alvo de duras críticas nesta terça-feira, após uma avaliação publicada na coluna Play, do jornal O Globo, que concedeu nota 0 ao canal. O motivo? As trocas incessantes na grade de programação, consideradas um desrespeito ao telespectador e um tiro no pé da própria emissora.

Falta de estabilidade na grade

De acordo com o texto, a emissora de Silvio Santos tem demonstrado incapacidade de manter uma linha de programação consistente. Programas estreiam em um horário e semanas depois são transferidos para outro, sem qualquer aviso prévio ou justificativa clara. A crítica destaca que essa prática se tornou recorrente, transformando a experiência de acompanhar a programação do SBT em uma verdadeira loteria.

O artigo ressalta que, diferentemente de outras emissoras que costumam preservar o horário nobre como uma zona de estabilidade, o SBT vive uma constante reorganização. Isso afeta diretamente a audiência, que não sabe mais em que horário encontrará seu programa favorito. A confiança do público, segundo a análise, é a primeira vítima desse comportamento.

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Impacto para o telespectador

Para o telespectador, o efeito é imediato: perder um programa que foi transferido para outro dia ou horário sem divulgação adequada gera frustração. A crítica menciona que o SBT parece tratar sua própria grade como uma arena de testes, em vez de um compromisso com quem assiste. Programas consolidados, como jornais e atrações do chamado “horário de ouro”, acabam prejudicados pela sensação de improviso.

O texto também aponta que as mudanças frequentes dificultam a criação de hábitos de consumo. O público se acostuma a assistir determinada atração e, de repente, ela desaparece ou é remanejada. Esse comportamento, de acordo com o artigo, é ainda mais grave porque o SBT historicamente se posicionou como uma emissora próxima da família brasileira, com uma programação calcada em tradição e afeto.

Repercussão no mercado publicitário

Além do prejuízo junto ao grande público, a instabilidade atinge o mercado publicitário. Anunciantes que compram cotas de patrocínio para um horário específico podem ter suas campanhas exibidas em outro contexto, reduzindo a efetividade da mensagem. A crítica sugere que isso leva a um desgaste na relação comercial, pois o anunciante busca previsibilidade para planejar suas ações de marketing.

O artigo também comenta que, em um cenário de forte concorrência, com a televisão aberta disputando espaço com plataformas de streaming e redes sociais, a falta de consistência é um erro estratégico grave. A nota 0, portanto, não seria apenas uma avaliação estética, mas um alerta sobre a gestão da marca SBT e sua capacidade de manter relevância em um mercado cada vez mais fragmentado.

Histórico de mudanças

O texto lembra que o SBT já protagonizou, no passado, episódios similares, com suspensões de programas e mudanças de última hora. Contudo, o que ocorre agora é uma escalada: novas contratações, reformulações e cancelamentos parecem seguir uma lógica apressada e desarticulada. A crítica cita como exemplo o remanejamento de atrações para horários alternativos, que muitas vezes provocam a queda de audiência e, na sequência, novas alterações.

Para a coluna, o problema não está apenas na escolha dos programas, mas na gestão geral da programação. A falta de um projeto claro de longo prazo, alinhado com as expectativas do público, faz com que até boas ideias se percam no meio do caminho. O resultado é uma sensação de amadorismo que contrasta com a história do canal.

O que esperar

O artigo conclui que, sem uma mudança de postura, o SBT seguirá patinando na audiência e na credibilidade. A nota 0 é um sinal de alerta para que a direção da emissora repense urgentemente sua forma de lidar com a programação. Reverter esse quadro exigiria, segundo o crítico, mais diálogo com o público e menos improviso.

Ainda assim, a avaliação termina com uma dose de esperança: a história do SBT é marcada por reviravoltas e pela capacidade de se reinventar. Mas, para que isso aconteça novamente, será preciso que a emissora aprenda a lição de que consistência e respeito ao telespectador não são itens negociáveis.

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