Pesquisa inédita revela que 36% dos atletas já correram como 'pipoca'
Pesquisa: 36% dos atletas já foram 'pipocas' em corridas

Uma pesquisa inédita da Ticket Sports revela que 36,3% dos atletas de corrida de rua no Brasil já participaram de provas sem inscrição oficial, os chamados 'pipocas'. O estudo 'Corrida Paralela: uma análise dos corredores pipoca para além do hate nas redes sociais' ouviu 11.596 participantes de eventos esportivos em todo o país e aponta que o principal motivo é o alto valor das inscrições: 50,3% dos pipocas citam o preço como fator determinante.

Perfil dos pipocas: maioria feminina e engajada

Entre os que já correram sem inscrição, 54,7% são mulheres e 45,3% são homens. Além disso, 29,6% desse grupo participou de quatro a seis eventos no último ano, com ou sem pagamento de inscrição. Outros motivos relevantes incluem acompanhar amigos ou familiares (35,5%), decidir participar em cima da hora (16,9%) e não conseguir vaga para a prova (14,6%).

Sentimento de pertencimento e uso da estrutura

Mesmo sem inscrição oficial, 43,6% dos pipocas se consideram total ou parcialmente parte do evento. O estudo mostra que 48,8% fazem uso de alguma estrutura do evento além do percurso, como pontos de hidratação, banheiros e áreas de convivência. Apesar disso, 71,5% dos pipocas acreditam que sua presença não gera impacto financeiro para os organizadores – opinião contrária à de 63,1% dos que nunca correram sem inscrição.

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Região Norte lidera incidência

Regionalmente, o Norte apresenta a maior proporção de pipocas: 62% dos respondentes da região já participaram de eventos sem inscrição. Em seguida vêm Nordeste (44%), Sul (43%), Sudeste (34%) e Centro-Oeste (30,4%).

O que dizem os organizadores

Daniel Krutman, CEO da Ticket Sports, afirma: 'Os resultados mostram que o fenômeno dos pipocas é muito mais complexo do que uma simples escolha entre se inscrever ou não. O material tenta ser analítico, mas menos julgador.' Gabriela Donatello, head de Marketing, complementa: 'O dado de que mais de 90% dos participantes que já correram como pipoca também realizam inscrições oficiais em outras provas reforça que estamos falando de um público que faz parte do ecossistema dos eventos esportivos e que pode ser convertido.'

Impactos e percepções

O estudo aponta que pelo menos duas provas importantes do calendário nacional – a São Silvestre e a Maratona de Porto Alegre – já ficaram sem água nos postos de hidratação por conta do número de pipocas. Entre os que nunca foram pipocas, 45% consideram a prática aceitável em certas circunstâncias, 55% discordam, e 38,3% poderiam considerar essa possibilidade no futuro. Quase 77% dos entrevistados conhecem alguém que já correu sem inscrição.

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