O funkeiro MC Poze do Rodo foi preso na manhã desta quinta-feira, em sua casa no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio de Janeiro, por policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). Ele é investigado por apologia ao crime e suspeita de envolvimento com a facção criminosa Comando Vermelho.
Após a prisão, o cantor afirmou ser vítima de perseguição. 'Essa implicância comigo já é de muito tempo. Isso é perseguição, é cara de pau. Não tem prova de nada', declarou. Poze negou envolvimento com o tráfico de drogas e criticou o tratamento recebido: 'Só eu que passo por isso aqui. Manda fazer isso com filho de desembargador, com quem merece.'
De acordo com a Polícia Civil, as investigações apontam que o artista realizava shows exclusivamente em áreas dominadas pelo Comando Vermelho, com segurança garantida por traficantes armados com fuzis. Um desses eventos ocorreu em 19 de maio, na comunidade da Cidade de Deus, horas antes da morte do policial civil José Antônio Lourenço em uma operação na região.
A polícia também investiga as letras das músicas do funkeiro, que supostamente fazem apologia ao tráfico de drogas, ao uso ilegal de armas e incitam confrontos entre facções. A operação cumpre mandado de prisão temporária expedido pela Justiça, com base em evidências de que os shows seriam financiados pela facção criminosa.
Em nota, a defesa de Poze do Rodo afirmou que as acusações 'não fazem sentido' e que o pedido de liberdade será feito. 'Negam-se todas as ilações feitas, posto que não há acusação formal', diz o texto. O artista foi levado para o presídio de Benfica, na zona norte do Rio, e ainda não há data para audiência de custódia.
Poze do Rodo já teve outros problemas com a polícia. Em 2019, foi preso em Sorriso (MT) por tráfico de drogas e apologia ao crime. Em novembro de 2024, ele e a esposa foram alvos da Operação Rifa Limpa, que investigava sorteios ilegais de rifas. O cantor já declarou ter atuado no tráfico quando adolescente, mas disse ter mudado de vida.



